Cadernetas de poupança perderam mais de R$ 12 bilhões em janeiro

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: EnvatoElements/By Rawpixe

O saldo da Caderneta de Poupança no mês de janeiro de 2020 ficou negativo em R$ 12,356 bilhões. Os brasileiros tiraram da Poupança R$ 229,343 bilhões e aplicaram R$ 216,987 bilhões. Em dezembro de 2019, a captação líquida da Poupança foi positiva em R$ 17,211 bilhões, com depósitos de R$ 260,543 bilhões e retirada de R$ 243,332 bilhões. As informações são do Banco Central, nessa quinta-feira (6).

Em todos os aspectos, janeiro mostra uma piora com relação a dezembro, historicamente. O período de férias, de compra de material escolar, e pagamento de impostos como IPVA e IPTU, entre outros, faz com que as famílias precisam se capitalizar. Quem tem reservas na Poupança tende a utilizar esses recursos.

O saldo total da Poupança no Brasil caiu cerca de R$ 10 bilhões de um mês para o outro, passando de R$ 845,464 bilhões para R$ 835,614 bilhões, uma queda de 1,16%.

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O dia de maior retirada da aplicação foi em 6 de janeiro, quando saíram R$ 16,688 bilhões. O dia de maior aporte foi o 2 de janeiro, com R$ 14,925 bilhões.

Comparações

Na comparação com o mesmo mês de 2019, o saque atual foi maior. Um ano atrás, os brasileiros retiram R$ 205,905 bilhões, contra R$ 194,672 bilhões, com uma captação líquida negativa de R$ 11,232 bilhões.

Durante todo o ano de 2019, porém, a Caderneta de Poupança aumentou de saldo, saindo de R$ 797,281 bilhões para R$ 845,464 bilhões, oi que representa um crescimento de 6,04%.

Isso pode significar que as famílias estão conseguindo poupar mais, apesar da lenta e fraca retomada da economia e dos índices de emprego não melhorarem como se esperava.

Depósitos em Poupança realizados até maio de 2012 são remunerados pela taxa referencial de juros (TR) mais 0,5% ao mês. A TR desde 2018 está em 0,0% (zero mesmo). A partir daí, a remuneração muda para TR, mais a remuneração adicional, de 0,5% ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for superior a 8,5%; ou 70% da meta da taxa Selic ao ano, mensalizada, vigente na data de início do período de rendimento, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for igual ou inferior a 8,5,%, como é o caso agora, que está em 4,25% ao ano.

Com a Selic no menor patamar histórico, a tendência é a desidratação da Caderneta de Poupança, na medida que os pequenos investidores tomem conhecimento gradual dos investimentos variáveis.