Brasil tem mais de 2 mil mortos por Covid-19; infectados são 33.682

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (17) os piores números no Brasil desde que o início da crise do novo coronavírus: são mais 3.257 casos confirmados, o maior número em um só dia.

Isso representa um aumento de 10,7%, num total de 33.682 infectados. O país tem mais 217 mortos por Covid-19, o maior número em um só dia, aumento de 11,2%. São agora 2.141 falecimentos causados pelo vírus.

A taxa de mortalidade também continua aumentando. Hoje, está em 6,36%. A porcentagem mundial é de 6,84%.

Há uma semana, a taxa de mortalidade no Brasil estava em 5,38% e o número de mortos era de 1.057 (houve um aumento de 102,55%). O de infectados estava em 19.638 (crescimento de 41,69%).

Não ocorreu coletiva dos técnicos do ministério da Saúde para o anúncio do balanço.

Nesta quinta-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demitiu o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) e deu posse ao médico oncologista Nelson Teich.

Números de casos em todo o Brasil

A situação se agravou em todos os estados da federação.

São Paulo segue com o maior número de casos, 12.841 infectados e 928 mortos. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 4.349 casos confirmados e 341 mortos.

Outros estados passaram de mil doentes: Ceará (2.684 casos confirmados e 149 mortos), Pernambuco (2.006 e 186), Amazonas (1.809 e 145), Bahia (1.059 e 36) e Minas Gerais (1.021 e 35). Santa Catarina (926 e 30) está bem próximo.

Há preocupações no Paraná (874 e 42), Espírito Santo (856 e 25), Rio Grande do Sul (802 e 22), Maranhão (797 e 40), Distrito Federal (746 e 20), Pará (557 e 26), Rio Grande do Norte (463 e 23), Amapá (370 e 10) e Goiás (335 e 16).

Estados com menos incidências são a Paraíba (195 e 26), Roraima (164 e 3), Mato Grosso (162 e 5), Mato Grosso do Sul (143 e 5), Acre (135 e 5), Alagoas (110 e 7), Piauí (102 e 8), Rondônia (92 e 3), Sergipe (53 e 4) e Tocantins (31 e 1).

Fila de exames em São Paulo

O secretário estadual de saúde de São Paulo, José Henrique Germann, disse que espera zerar a fila de exames até 24 de abril: “nossa expectativa é que aumentem os exames em toda a rede de laboratórios e, na próxima semana, ou no dia 24, devemos saber o número de existentes”.

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São 9,4 mil exames esperando ser realizados laboratorialmente.

O estado recebeu um carregamento de 725 mil testes nesta semana e tem mais um lote de 550 mil para chegar, totalizando 1,275 milhões de testes. Os kits foram comprados na Coreia do Sul.

Uso obrigatório de máscaras

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM, foto), disse que passa a ser obrigatório o uso de máscaras em Salvador.

“Estamos tomando todas as medidas, muitas vezes duras, porém necessárias, para que a Salvador de amanhã não seja a Nova York ou a Fortaleza de hoje. Nesta manhã, por exemplo, determinei o uso obrigatório de máscaras no transporte público, ambientes de trabalho e veículos. O passageiro ou motorista que não obedecer à medida será advertido e, em caso de reincidência, multado. A regra não vale pra quem estiver sozinho no carro”, escreveu em sua conta no Twitter, na tarde dessa sexta-feira (17).

“No que se refere ao comércio de rua, todos os ambulantes também serão obrigados a usar máscaras. A Prefeitura vai distribuir 200 mil máscaras de pano para esses trabalhadores”, anunciou.

Jovem morre no RJ ao usar cloroquina

A estudante Kamylle Ribeiro, de 17 anos, é a mais jovem vítima fatal do Covid-19 no estado do Rio de Janeiro.

A moça faleceu na última terça-feira (14) e havia recebido tratamento a base de cloroquina no Hospital Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense.

Ela ficou internada por mais de duas semanas no Centro de Tratamento Intensivo. De acordo com a prefeitura da cidade, o tratamento obedeceu o “protocolo do Ministério da Saúde para uso do do medicamento”.

Risco assumido

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse hoje, na posse do novo ministro da Saúde, que conhece o risco que corre ao defender a reabertura do comércio durante a pandemia do novo coronavírus.

Ele assumiu a possibilidade ao falar sobre a demissão de Mandetta: “eu agradeço, Mandetta, do fundo do coração. Aqui não tem vitoriosos e nem derrotados. A história, lá na frente, vai nos julgar. E eu peço a Deus que nós dois estejamos certos lá na frente. Essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro, porque se agravar vem pro meu colo. Agora o que eu acredito que muita gente já está tendo consciência é que tem que abrir”.

Bolsonaro está em atrito constante com os governadores e prefeitos do Brasil para que eles relaxem as medidas restritivas de isolamento social e quarentena.

Planos de saúde

Segundo informa o site Jota, “a Justiça de São Paulo determinou que as operadoras de planos de saúde devem custear o tratamento médico de beneficiários, em caso de urgência ou emergência, ainda que não tenham cumprido o prazo de carência de 180 dias, exceto o prazo de 24 horas, previsto na lei dos planos de saúde. A decisão vale para pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19. O descumprimento pode gerar multa de R$ 50 mil para cada paciente que vier a ter cobertura recusada”.

A decisão é do juiz Fabio de Souza Pimenta, da 32ª Vara Cível Central da Capital.

Ele sustenta em sua decisão que todo e qualquer caso de paciente portador do novo coronavírus, ainda que seja uma mera suspeita, deve ser considerado urgente e, por isso, não precisa cumprir prazos contratuais de carência.

É questão de saúde pública para o Brasil.

Essa é uma ação civil pública ajuizada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo contra seis operadoras: Amil, Bradesco Saúde, Unimed Central Nacional, Notre Dame Intermédica, Prevent Senior e Sul América Seguros.

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