Caged: país tem 331,9 mil postos de trabalho fechados em maio

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação

Em maio, foram fechados no país 331,9 mil postos de trabalho no saldo de empregos com carteira assinada no país, de acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

Segundo o Caged, houve 703,9 mil admissões e de 1,035 milhão desligamentos.

No acumulado até maio, a redução de postos formais de trabalho atingiu 1,144 milhão.

Já em maio do ano passado, o saldo foi positivo, de 32.140, resultado de 1.347.304 contratações e 1.315.164 demissões.

No acumulado dos primeiros cinco meses de 2019, houve 6.922.959 de admissões e 6.571.896 de desligamentos, totalizando 351.063 novas vagas de emprego com carteira assinada.

O resultado negativo foi influenciado especialmente pela queda nas admissões (-48% em relação a maio de 2019).

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Setores que admitiram, segundo o Caged

Mas, em comparação ao mês de abril, verificou-se um aumento de 14% na quantidade de admissões.

O crescimento das admissões em maio se deu em todos os setores de atividade, mas especialmente no setor da construção (+41,5%); agricultura (+28%) e comércio (+20,7).

Enquanto os desligamentos, houve um decréscimo de 31,9% em relação ao mês de abril. Conforme o Caged, essa redução se deu especialmente no setor do Comércio (-36%); Indústria (-33,7%) e Serviços (-33,1%).

Regiões

Todas as regiões do país registraram saldo negativo em maio. Proporcionalmente, o pior resultado foi registrado no Sul, com redução de -1,10%, percentual equivalente a -78.667 postos de trabalho.

No Sudeste, o resultado ficou em -180.466 vagas com carteira assinada (-0,92%). Depois, na sequência, vem Nordeste (-50.272 postos, -0,82%); Norte (-10.151 postos, -0,58%) e Centro-Oeste (-12.580 postos, -0,39%).

Das 27 unidades da federação, apenas o Acre teve mais contratações do que demissões em maio. Foram 1.127 novas vagas com carteira assinada no mês.

Entre os estados com piores resultados estão São Paulo (-103.985 postos, -0,88%); Rio de Janeiro (-35.959 postos, -1,15%); Minas Gerais (-33.695 postos, -0,84%); e Rio Grande do Sul (-32.106 postos, -1,31%).

Segmentos

O grupamento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura apresentou resultado positivo no mês, com 15.993 novos postos de trabalho.

No acumulado do ano, o setor chegou ao saldo positivo de 25.430 vagas de trabalho.

As outras atividades econômicas tiveram os seguintes resultados: serviços (-143.479); indústria geral (-96.912 postos); comércio (-88.739 postos); e construção (-18.758 postos).

Modernização trabalhista

A modalidade trabalho intermitente apresentou aumento de 2.405 empregos, resultado de 9.617 admissões e 7.212 desligamentos. Sendo que 25 empregados tiveram mais de um contrato dentro deste regime de contratação.

O setor de Serviços teve o melhor resultado, com +1.188 novos postos de trabalho. A área é seguida pela indústria geral (+606 postos), construção (+474 postos), comércio (+110 postos) e agropecuária (+27 postos).

Com 5.772 admissões em regime de tempo parcial e 11.453 desligamentos, o trabalho em regime de tempo parcial teve resultado negativo: -5.681 empregos envolvendo 2.315 estabelecimentos contratantes.

Um total de 28 empregados celebrou mais de um contrato em regime de tempo parcial.

Caged: estoque e salário médio recuam em maio

A quantidade total de vínculos com carteira assinada ativos ficou em 37,6 milhões, baixa de 0,87% em relação ao estoque do mês anterior. Em maio de 2019, o número era de 38,7 milhões.

O salário médio de admissão em maio foi de R$ 1.731,33, uma redução de R$ 78,75 (-4,35%) no salário médio de admissão.