Brasil registra 22.169 casos de Covid-19 e 1.223 óbitos, diz Ministério da Saúde

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: iStock / Getty Images

O Ministério da Saúde divulgou nesse domingo (12) um aumento de 1.442 casos de Covid-19 no Brasil, para 22.169 no total, e 99 óbitos, para 1.223 no total. O país passa a ter uma taxa de mortalidade de 5,52% e se aproxima da taxa mundial, que é de 6,16%.

As secretarias estaduais de saúde apontam números um pouco maiores, como de costume: 22.197 casos confirmados e 1.224 mortes.

Isso ocorre porque o ministério fecha o balanço do dia às 14h, enquanto as secretarias continuam, após esse horário, a receber informações dos laboratórios e dos municípios.

O caso do estado de São Paulo

O governador João Doria (PSDB) e o prefeito da capital Bruno Covas (PSDB) trabalham para evitar uma situação parecida com o que se vê em Nova York, nos Estados Unidos.

Lá, o estado e a cidade enfrentam o caos na saúde, com quase 190 mil casos, reflexo da demora em tomar medidas preventivas, como o isolamento social mais robusto.

São Paulo, o maior estado do país, tem 8.755 casos e 588 mortos. Entretanto, o país não testa tanto quando os Estados Unidos. Lá, são 2,9 milhões de testes, com uma taxa de 8.529 testes a casa 1 milhão de habitantes.

A taxa de isolamento social no estado vai de 47% para 57% na sexta de feriado, mas técnicos do ministério acreditam que o ideal é 70%.

Doria promete tomar medidas mais rígidas na segunda-feira (13) para quem desrespeitar as orientações, caso o isolamento não chegue a mais de 60% neste final de semana. Há a possibilidade de fechamento de ruas e até mesmo promessa de prisão para quem descumprir a ordem, algo que é questionado juridicamente.

Problema se agrava

Mesmo em um final de semana, quando os números tendem a ser mais modestos, o Brasil mostrou um crescimento forte.

A doença avançou nos 27 estados da federação.

O Rio de Janeiro possui 2.855 casos e 170 mortos. O Ceará segue preocupando, com 1.676 casos e 74 mortos, mesmo testando em menor volume. O Amazonas, com o sistema de saúde colapsado, tem 1.206 testes positivos e 62 mortos.

Na sequência, quase todos os estados possuem mais de 100 casos: Pernambuco (960 e 85), Minas Gerais (806 e 20), Santa Catarina (768 e 24), Paraná (738 e 30), Bahia (673 e 21), Rio Grande do Sul (653 e 16), Distrito Federal (614 e 14), Maranhão (398 e 24), Espírito Santo (383 e 9), Rio Grande do Norte (302 e 15), Pará (246 e 13), Amapá (230 e 5), Goiás (229 e 14), Mato Grosso (123 e 3), Paraíba (101 e 13) e Mato Grosso do Sul (101 e 2).

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Os estados que possuem menos de 100 casos são Roraima, 79 e 3 mortes, Acre (77 e 2), Alagoas (48 e 3), Piauí (44 e 7), Sergipe (44 e 4) e Rondônia (35 e 2).

Tocantins segue sendo o único estado sem mortes confirmadas: 25 casos.

Gilmar Mendes defende isolamento

Em vídeo publicado em sua conta no Twitter, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, defendeu o isolamento social.

“A letalidade da Covid-19 custou a vida de milhares de pessoas no mundo todo e também no Brasil”, começou dizendo. “Não há remédio efetivo, senão o isolamento social. Procuremos ficar em casa. Sigamos as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da Saúde. Fique em casa você também”.

Bolsonaro associa isolamento a desemprego

Nesse domingo, o portal UOL informou que o presidente da República Jair Bolsonaro atribuiu “o aumento do desemprego ao isolamento social em estados e municípios, culpando indiretamente os governadores pela crise”.

“Sem citar nomes e/ou apresentar provas que corroborassem a sua tese, o mandatário voltou a mandar recados para os governadores que adotam medidas de restrição social, em especial João Doria (PSDB-SP), e Wilson Witzel (PSC-RJ)”, publicou o UOL.

Em sua conta pessoal no Twitter, Bolsonaro escreveu: “Além do vírus, agora também temos o desemprego, fruto do ‘fecha tudo’ e ‘fica em casa’, ou ainda o ‘TE PRENDO’. Para toda ação desproporcional a reação também é forte. O Governo Federal busca o diálogo e solução para todos os problemas, e não apenas um”.

Governo ameaça ir à Justiça contra isolamento

A Advocacia Geral da União (AGU) estuda entrar com ação contra medidas que não sejam respaldadas pelo Ministério da Saúde.

Como o ministério não afirma com todas as letras que o isolamento é necessário, segundo o órgão, essas medidas de governadores e prefeitos por todo o país “abrem caminho para o arbítrio”, citando estados que ameaçam com prisão cidadãos que se aglomeram e quebram a quarentena.

A OMS, porém, vem há muito sublinhando que o isolamento social é a única arma que a humanidade tem até o momento na contenção do alastramento do vírus.

Ela não acaba com a pandemia, mas retarda o avanço do Covid-19 e oferece tempo para os governantes se prepararem para o enfrentamento, especialmente incrementando os serviços de saúde.

Em países com estrutura deficiente, como o Brasil, é uma arma essencial.

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