Brasil pedirá US$ 10 bilhões por ano aos países ricos por ser “modelo em conservação ambiental”

Paulo Amaral
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Crédito: Foto: José Cruz/Agência Brasil

“Modelo em conservação ambiental”. Assim Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, se referiu ao Brasil e justificou a posição do País em pedir, no mínimo, US$ 10 bilhões anuais às nações mais ricas envolvidas no Acordo de Paris.

O Acordo de Paris foi assinado em 2015 para prevenir e minimizar efeitos negativos de mudanças climáticas e prevê o pagamento de US$ 100 bilhões por países desenvolvidos às nações em desenvolvimento, como o Brasil.

Salles praticamente ignorou a enxurrada de críticas que o governo brasileiro vem recebendo por conta do aumento das queimadas na Amazônia e, em entrevista para o portal Uol e para o jornal Folha de S.Paulo, revelou que sua posição será externada durante a 25ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP25), que terá início no próximo dia 2 de dezembro em Madri, na Espanha.

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“O Brasil é modelo para o mundo de conservação ambiental. Somos o País que tem 60% da nossa vegetação nativa mantida. Temos 80% da Amazônia mantida. Temos uma agricultura com um código florestal que nenhum outro País tem. O que precisamos ter é o recurso que nos foi prometido no Acordo de Paris em 2015. No mínimo, teríamos direito a uns US$ 10 bilhões por ano. Se não recebermos pelo menos US$ 10 bilhões anuais, alguma coisa está errada nesse cálculo”, declarou.

Desinformação?

Sobre o aumento de 29,5% nos índices de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2018 e julho de 2019, o ministro foi taxativo. Para ele, trata-se de “muita desinformação, principalmente do exterior”, mas que “o governo está determinado a diminuir o desmatamento por meio da melhoria da qualidade de vida da população e do incentivo à instalação de indústrias na Amazônia que possam gerar produtos de valor agregado”.

Salles afirmou ainda que estão previstas alterações no Fundo Amazônia, com o objetivo de melhorar resultados e a mensuração do impacto de iniciativas bancadas com seus recursos. O acerto, segundo ele, está em fase final com Alemanha e Noruega e, em 2020, as mudanças efetivas começarão a ocorrer.