EUA defendem apoio à entrada do Brasil na OCDE

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Foto Pública

Na última quarta-feira em Paris, aconteceu nova reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os Estados Unidos, membro integrante da OCDE aproveitou o evento para entregar carta aos demais membros da organização em apoio a entrada do Brasil na organização. 

A decisão dos EUA já tinha sido noticiada de antemão aos membros do governo brasileiro. Ao mesmo tempo, a embaixada dos EUA em Brasília já havia dito que “os Estados Unidos querem que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de acessão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)”.

“Nossa decisão de priorizar a candidatura do Brasil, agora, como próximo país a iniciar o processo é uma evolução natural do nosso compromisso, como reafirmado pelo secretário de Estado [Mike Pompeo] e pelo presidente Trump em outubro de 2019”, acrescentou a embaixada.

Após a notícia, Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, se posicionou dizendo que decisão reflete a construção de uma “parceria sólida” no relacionamento entre Brasil e Estados Unidos, “capaz de gerar resultados de curto, médio e longo” prazos.

Inicialmente, o apoio dos EUA era direcionado à entrada da Argentina e da Romênia na OCDE.

Contudo, a vitória de Alberto Fernández para presidente da Argentina fez os EUA mudarem de ideia.

Se autorizada a entrada do Brasil na organização, o país passará por um processo de transição que poderá levar até dois anos.

No entanto o Brasil já vem buscando se alinhar às normas e legislações de adesão da OCDE há alguns anos. 

Inclusive abrindo mão do tratamento diferenciado na Organização Mundial do Comércio (OMC), em troca de apoio do governo Trump para entrar na OCDE.