Brasil terá área de livre comércio com a China, diz Paulo Guedes

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Brasil e China podem ter, num futuro próximo, uma área de livre comércio. Foi o que disse o ministro da Economia Paulo Guedes na abertura na abertura do seminário NDB e o Brasil: Parceria Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável, em Brasília, nesta quarta (13). O NDB é o banco dos Brics, bloco que reúne China, Brasil, África do Sul, Índia e Rússia.

A China é dos principais parceiros do Brasil no comércio mundial. Guedes afirmou que as negociações com o país asiático para concluir o acordo de livre comércio já começaram. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Economia lembrou: “O volume de comércio entre China e Brasil era de US$ 2 bilhões na virada do século. Hoje está em torno de R$ 100 bilhões”

Guedes reforçou: “Trata-se de nosso parceiro comercial mais importante”. O Brasil exporta para a China petróleo, ferro e soja, produtos que representam cerca de 83% do fluxo de transações com os asiáticos. Detalhe: o Brasil vendeu mais do que comprou da China. Em 2019, o saldo dessas transações foi positivo para o Brasil e resultou na soma de R$ 21, 45 bilhões.

“Temos pressa em aumentar o comércio”

O ministro ressaltou que a ideia é aumentar ainda mais esse valor com a área de livre comércio. “Buscamos um nível ainda mais alto de exportações e importações”, afirmou. A China importou do Brasil, em 2017, o equivalente a R$ 20, 16 bilhões. Em 2018, esse valor aumentou para R$ 29 bilhões.

“Temos pressa em ampliar essas transações. Queremos um nível maior de integração. Isso fará nos integrar ainda mais às cadeias globais”, completou Guedes. Ele enfatizou: “Temos pressa”

O ministro sinaliza que o país pretende aumentar em 50% o volume de exportações para a China. Chegou a falar em triplicar o número atual do volume de vendas para o país asiático. Entram na lista de comércio com a China, além do ferro, petróleo e soja, celulose, carne bovina  e ligas de ferro.

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O ministro não descarta um aumento das importações de produto chineses. O Brasil compra da China produtos manufaturados, químicos e orgânicos, além de plataformas de petróleo.

Guedes disse que pretende aumentar ainda mais a abertura da economia no país. “Nossa economia ficou fechada durante 40 anos. Vamos abrir o máximo possível nestes quatro anos de governo.”

 

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