Brasil foi o 2º país dentre 15 que mais cortou taxa de juros, aponta pesquisa

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Unsplash

A decisão da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom) de baixar a taxa Selic para o patamar histórico de 4,25% tornou o Brasil um dos países que mais baixaram sua taxa de juros. Nosso país fica em segundo lugar dentre os 15 pesquisados, perdendo apenas para a Turquia. Os turcos tiveram uma redução da taxa de juros de 12,75 pontos percentuais no mesmo período (um ano). O levantamento foi feito pelo fundador e CEO da Capital Advisors, Charlie Bilello.

 

Confira o ranking da redução da taxa de juros

  1. Turquia: – 12,75 %
  2. Brasil: – 2,25 %
  3. Rússia: – 1,75 %
  4. Índia: – 1,35 %
  5. México: – 1,00 %
  6. Indonésia: – 1,00 %
  7. Filipinas: – 1,00 %
  8. EBC (European Central Bank): – 1,00%
  9. Tailândia: – 0,75 %
  10. Austrália: – 0,75 %
  11. FED (Federal Reserve Board): – 0,75%
  12. Malásia: – 0,50 %
  13. Coréia: – 0,50 %
  14. China: – 0,16 %
  15. Dinamarca: -10 %

 

Entre os países listados, a mais recente decisão de política monetária foi a do BC russo, anunciada na sexta. Citando incertezas que podem afetar a economia global, como o coronavírus, a instituição reduziu sua taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual. Ou seja, a Rússia ficou com uma taxa de juros de 6 % ao ano.

A liderança da lista de baixas, porém, é da Turquia. Em apenas um ano, o BC local totalizou 12,75 pontos porcentuais em cortes de juros, o último em 16 de janeiro. Em seguida vem o Brasil, que no período de 12 meses levou a Selic de 6,50% para 4,25%.

Entre outras autoridades monetárias importantes do planeta, o Fed (Banco Central Americano) ocupa a oitava posição, com 0,75 ponto porcentual em três cortes ao longo de um ano. O último encontro de dirigentes do Fed resultou em manutenção dos juros.