Brasil fez 1ª emissão de debênture usando blockchain

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Nesta segunda-feira (16), a gestora Piemonte realizou a 1ª operação com debênture por meio de blockchain no Brasil.

Foram emitidos 440 títulos de 150 mil reais cada, totalizando 66 milhões de reais, distribuídos a cinco investidores qualificados.

Isso pode abrir precedente para o uso da tecnologia de registro distribuído para captação de recursos no mercado de capitais.

Sendo assim, a transação está em linha com casos recentes feitos em outros países. Por exemplo, o Banco Mundial emitiu 110 milhões de dólares australianos utilizando blockchain, distribuídos na própria Austrália.

O Société Générale emitiu 100 milhões de euros usando a tecnologia, depois, o Santander emitiu 20 milhões de dólares.

O blockchain vem chamando a atenção de investidores e emissores de dívida no mundo todo. Isso acontece porque a plataforma de registros compartilhados, elimina intermediários, cortar custos e burocracia para emissão e negociação de títulos no mercado de capitais.

A tecnologia ganhou visibilidade por ser a infraestrutura por trás do bitcoin.

Diferentes das moedas virtuais, que têm provocado forte reação de reguladores bancários e de mercado ao redor do mundo, o blockchain vem sendo gradualmente implementado por instituições financeiras e por uma série de grandes companhias devido ao potencial de dar maior transparência e de reduzir custos.

Emissão brasileira de debêntures por meio do blockchain

A primeira emissão brasileira por meio do blockchain foi feita graças a junção da Piemonte e da fintech Horizon Globex.

Segundo Alessandro Lombardi, fundador e presidente da Piemonte, a gestora adaptou a tecnologia à legislação brasileira, aplicando-a para a emissão privada de debênture.

“Foi o início de um caminho. Mas no futuro, com uma regulação por parte do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), esse pode ser excelente instrumento para as empresas se financiarem por meio do mercado de capitais”, disse.

Esta é a segunda emissão de debêntures da Piemonte. A primeira, em 2017, foi feita de forma tradicional.


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