Brasil estuda construir usina binacional com Bolívia

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Norte Energia SA

Na sexta-feira (14), houve uma solenidade de comemoração a geração recorde de 2,7 bilhões de megaWatts/hora (MW/h). Produzidos desde o início das operações de Itaipu, em 1984. O diretor-geral brasileiro de Itaipu, Joaquim Silva e Luna comentou no evento, que o Brasil estuda a possibilidade de construir uma nova usina. Também seria uma usina binacional, mas com a Bolívia. O projeto da usina seria realizado no Rio Mamoré, acima do município de Guajará-Mirim (RO). Com investimentos da Itaipu, segundos informações da Agência Brasil. 

Em entrevista a Agência Brasil, o diretor-geral comentou sobre o assunto: “Ela [a nova usina] vai ser necessária. Itaipu pode servir de referência, inclusive de relações [internacionais], que é uma construção de longo prazo. Itaipu pode ajudar muito se for tomada essa decisão. A previsão é que sejam duas hidrelétricas, de 5 mil MW a 6 mil MW [no total]. O Brasil precisa de energia segura. A engenharia diplomática para fazer uma construção dessas não é pequena. É tão complexa quanto é a engenharia para fazer a obra”.

A Itaipu possui potência de 14 mil MW, segundo o general, seria a Itaipu o agente brasileiro da futura usina binacional com a Bolívia. O diretor explicou melhor os planos: “Se houver isso aí, Itaipu tem muito a contribuir. Na hora em que for decidido, estamos prontos. A programação financeira seria a parte menos complexa a se fazer. Havendo essa demanda, a usina de Itaipu está em condições de se debruçar sobre essa hipótese. A interconexão energética do continente é irreversível. É questão de tempo”.

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Nova usina ou melhorias na Itaipu

Segundo informações da reportagem da Agência Brasil, em três anos a usina de Itaipu terá quitado uma dívida. A qual diz respeito à construção da usina, o que vai liberar US$ 2 bilhões por ano. Em que metade é para o Paraguai e metade para o Brasil. Em que poderá contar com US$ 1 bilhão para os investimentos. O dinheiro, poderá ser aplicado na construção da nova usina ou em melhorias em Itaipu, segundo o general.