Brasil é o quarto país a receber mais investimento estrangeiro direto, aponta Unctad

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) publicou estudo nesta segunda, 20, que revela que o capital investido por estrangeiros no Brasil (Investimento Estrangeiro Direto) cresceu 26% no ano passado.

O fluxo de recursos foi de US$ 60 bilhões em 2018 para US$ 75 bilhões em 2019.

Com o resultado, o Brasil ficou com a quarta posição entre os países a receber mais investimentos estrangeiros diretos, ficando atrás apenas de Estados Unidos, China e Cingapura.

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De acordo com o relatório da Unctad, o Brasil pulou da nona para a quarta posição graças à venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) pela Petrobras. A empresa foi vendida por R$ 33,5 bilhões.

Investimento estrangeiro em queda

No mundo, o investimento estrangeiro direto, ou IDE, caiu para US$ 1,39 trilhão, contra US$ 1,41 trilhão de 2018. A queda de 1% coloca o IDE global em seu nível mais baixo desde 2010, sinalizando um esfriamento na globalização, de acordo com a Unctad.

Para 2020, a ONU espera ver pouca mudança nesse fluxo.

Nos Estados Unidos, houve uma leve queda de US$ 254 bilhões em 2018 para US$ 251 bilhões em 2019. Na Europa, a queda foi de 15%. No Reino Unido, especificamente, com as indecisões sobre o Brexit, a queda foi de 6%.

Os 10 países que mais receberam investimento estrangeiro direto

  • EUA – US$ 251 bilhões;
  • China – US$ 140 bilhões;
  • Cingapura – US$ 110 bilhões;
  • Brasil – US$ 75 bilhões;
  • Reino Unido – US$ 61 bilhões;
  • Hong Kong – US$ 55 bilhões;
  • França – US$ 52 bilhões;
  • Índia – US$ 49 bilhões;
  • Canadá – US$ 47 bilhões;
  • Alemanha – US$ 40 bilhões.