Brasil e EUA concluem acordos para facilitar investimentos

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Pikist

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (19) que representantes do Brasil e dos Estados Unidos concluíram negociações de três acordos demandados por empresários dos dois países.

Os acordos incluem facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção, informa a Agência Brasil.

“Esse pacote triplo reduzirá burocracias e trazer ainda mais crescimento ao nosso comércio bilateral, com efeitos benéficos também para o fluxo de investimentos”, disse.

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Novas oportunidades de negócios

Bolsonaro participou da abertura da conferência de negócios US-Brazil Connect Summit nesta segunda-feira, de forma virtual,

Ele convidou os investidores a examinarem a carteira de negócios do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), de concessões e privatizações do governo federal.

Destacou as novas oportunidades de negócios no país, com a abertura do mercado brasileiro de gás natural e o fortalecimento na área de biocombustíveis

“São essenciais nesse processo de reforma de nossa matriz energética”, disse.

Potencial

Para o presidente, “há um enorme potencial” na agenda de cooperação entre os dois países, e diversas áreas de interesse comum.

“Para o futuro, vislumbramos um arrojado acordo tributário, um abrangente acordo comercial e uma ousada parceria entre nossos países para redesenhar as cadeias globais de produção”, afirmou.

Durante seu discurso, o presidente também falou sobre a assinatura de acordo na área de Defesa.

O acordo abrange a abertura de novas oportunidades de cooperação entre as Forças Armadas e as indústrias de ambos os países.

“Esse é o primeiro acordo da modalidade que os EUA firmam com um país da América do Sul, o que também demonstra a disposição do lado americano em aprofundar a relação bilateral”, ressaltou.

OCDE, Estados Unidos e Jair Bolsonaro

No mesmo sentido, Bolsonaro falou sobre a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Esse é um firme propósito do Estado brasileiro, em nível técnico e político”, com o apoio do governo dos EUA, afirmou.

“O ingresso do Brasil na OCDE irá gerar efeitos positivos para a atração de investimentos nacionais e internacionais”, acrescentou.

“Será mais uma evidência da nossa disposição em assumir compromissos e responsabilidades compatíveis com a importância do nosso país no sistema internacional.”

Nova etapa

De acordo com Bolsonaro, sua aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou “uma nova etapa no relacionamento entre as duas maiores economias e democracias do hemisfério”.

“A prioridade que o Brasil confere a essa relação é clara e sincera. Desde o início de meu governo, visitei os EUA em quatro oportunidades, e em todos estive com o presidente Trump”, afirmou.

Setor privado

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os acordos são pedra fundamental para futuro livre comércio entre os dois países e para evitar a dupla tributação.

Na avaliação da entidade, embora não tratem de acesso a mercados, os acordos abordam temas de última geração e possibilitam a economia de custos e a ampliação da competitividade na relação entre os dois países.

“A redução da burocracia, dos custos de transação e dos atrasos desnecessários relacionados ao fluxo comercial de bens, proporcionará maior competitividade e eficiência às operações entre os dois países”, informou em nota.

“Por outro lado, o estabelecimento de boas práticas regulatórias reconhecidas contribuirá para promover maior transparência e segurança jurídica para a atividade econômica”, complementa.

“Além disso, trará redução de custos e o estímulo ao crescimento e criação de empregos”, conclui.

Em 2019, o intercâmbio de bens e serviços entre Brasil e Estados Unidos foi superior a US$ 100 bilhões.

*Com Agência Brasil

 

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