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Brasil e Chile assinam novo acordo de livre comércio

O novo acordo surge da necessidade de modernizar um acordo antigo assinado entre os dois países. Agora, busca-se aumentar e estimular o comércio, além dos investimentos bilaterais.

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Brasil e Chile assinaram um novo acordo de livre comércio, que amplia o pacto firmado entre os países em 1996. O novo acordo, além de atualizar os termos comerciais, também trata de 24 áreas não tarifárias, que abrangem desde o roaming internacional para a chamadas telefônicas e transmissão de dados entre os países até o compromisso de que no Chile não será produzida uma bebida com o nome de “cachaça” e, ao mesmo passo, no Brasil não se produzirá bebida chamada “pisco chileno”.

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Crédito da imagem: Esteban Felix

A nova negociação também incorpora capítulos que não constam em outros acordos comerciais brasileiros, como é o caso do comércio eletrônico; das micro e pequenas empresas; temas relacionados ao trabalho e o estímulo à igualdade de gênero.

O acordo incorpora, ainda, outro acordo que versa sobre as contas públicas e investimentos do setor financeiro, que foi assinado neste ano, além de outro documento que versa sobre cooperação e facilitação de investimento, este assinado no ano de 2015.


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A assinatura ocorreu na cidade de Santiago, no Chile. Na cerimônia, além do presidente da República Michel Temer, também compareceram os ministros Marcos Jorge (Midic) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores).

O governo de Temer considera o Chile como uma prioridade para o comércio exterior brasileiro. Tal conduta tem como base o dinamismo econômico do país vizinho e, também, o fato de que ele integra a Aliança do Pacífico, organização a que também pertencem Colômbia, México e Peru.

Somente entre janeiro e outubro desse ano, o fluxo comercial entre Brasil e Chile foi contabilizado em US$ 8,1 bilhões, valor que representa um acréscimo de 15% se comparado ao mesmo período do ano passado. Atualmente, o Chile é considerado o segundo maior parceiro comercial do Brasil dentro da América do Sul e perde apenas para a Argentina nesse quesito.

Para o ministro Marcos Jorge, após mais de 20 anos desde a assinatura do acordo anterior, que promoveu a eliminação das barreiras tarifárias nos fluxos entre Brasil e Chile, foi constatada uma necessidade de se aprofundar na diminuição dos entraves não tarifários. Além disso, algo que se busca com um novo acordo é refletir as novas dimensões que existem no comércio internacional.

De acordo com Abrão Neto, secretário de Comércio Exterior do Brasil, o novo acordo firmado com o Chile é dotado de regras “de última geração”, que podem contribuir para aumentar e estimular o comércio, além dos investimentos bilaterais. Tal fato amplia o acesso para que o Brasil possa realizar exportações de bens e serviços. O modelo adotado no acordo com o Chile pode começar a ser utilizado nas mais variadas negociações que o Brasil promove no momento.

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Crédito da imagem: Reprodução/Internet

Uma das medidas de maior peso desse acordo para facilitar o comércio é o compromisso firmado entre os países em buscar a comunicação entre os seus portais únicos de comércio exterior. Com isso, os documentos exigidos nesse processo poderão ser entregues em formato digital, fato que promoveria maior agilidade nas transações.

Dessa forma, espera-se reduzir em 35% a burocracia envolvida nas operações de comércio exterior. Os dois países irão reconhecer mutuamente os Operadores Econômicos Autorizados, ou seja, empresas que possuem um bom histórico de conformidade e que, por esse motivo, terão acesso a uma via rápida para a realização de suas operações.

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Késia Rodrigues - Colaboradora Independente

Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por literatura, viagens, tecnologia e finanças.

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