Brasil e Argentina marcam reunião para discutir tarifas dos Estados Unidos

Paulo Amaral
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Crédito: Agência Brasil

Atingidos em cheio pela nova determinação do presidente norte-americano Donald Trump de alterar as tarifas de importação de aço e alumínio vendido pelos dois países, representantes dos governos de Brasil e de Argentina marcaram uma reunião para tratar do assunto.

Dante Sica, ministro da Produção da Argentina, confirmou ao site Investing.com que a reunião acontecerá durante encontro da cúpula do Mercosul, marcado para acontecer nesta quinta e sexta-feira.

“Concordamos em nos reunir na cúpula do Mercosul para termos uma discussão bilateral”, simplificou Sica aos jornalistas em Buenos Aires.

As tarifas de Trump – 25% sobre as importações de aço e 10% sobre o alumínio – foram impostas pelo governo norte-americano.

“Vamos conversar ainda”

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou que “não está preocupado” com a decisão do governo norte-americano.

“Vamos procurar entender e depois ver como vamos conversar. Vamos chegar a um entendimento sobre isso. Essa medida não nos preocupa nem nos tira desse trilho rumo a uma relação mais profunda”.

O lado argentino também pretende conversar diretamente com os Estados Unidos para tentar contornar a nova resolução por meio de um contato do ministério das Relações Exteriores do País.

Tensão geopolítica

Hamilton Mourão, vice-presidente da República, afirmou hoje(2) na abertura do 13º Congresso Brasileiro da Construção Civil (Construbusiness), na capital paulista, que o Brasil não está desvalorizando a moeda artificialmente, como apontou o presidente dos EUA Donald Trump.

Segundo Mourão, a reação americana ocorre por causa da tensão do mercado internacional causada pelo protagonismo do país nas relações comerciais com países como a China.

Mourão aponta: “Sobre o aumento das tarifas do aço e do alumínio do Brasil e Argentina, e a suposta desvalorização artificial de nossas moedas, deve-se dizer que não é isso que está acontecendo. Isso é característica dessa tensão geopolítica que estamos vivendo, que gera protecionismo. é um movimento anticíclico em relação à globalização”.

Para o vice, é necessário prestar atenção no cenário internacional, principalmente na China, que ressurge com tradições em conjunto com a modernidade política e econômica, ocorrendo esse choque entre EUA e China que é “tecnológico, comercial, mas também é uma disputa de poder. A ascensão da China abriu oportunidades para países como o nosso, tanto dinamizando nossas exportações quanto no que se refere ao fomento do desenvolvimento científico, tecnológico e financiamento de infraestrutura”, disse Mourão.

Reação de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro falou sobre as declarações de Donald Trump: “Vou falar com o Paulo Guedes e, se precisar, ligo para o Trump” [sobre as tarifas].

Em entrevista à rádio Itatiaia, na manhã desta segunda (2), Bolsonaro afirmou: “Espero que Trump tenha entendimento e não nos penalize no aço”. Presidente lamentou que crítica de Trump será usada pelos seus opositores no Brasil.

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