Brasil deve sair do grupo das 10 maiores economias do mundo; veja mais

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O Brasil deve deixar de fazer parte das 10 maiores economias do mundo em 2020, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) compilados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Isso por causa da forte desvalorização do real perante ao dólar e a diminuição do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. A notícia é do Valor.

De acordo com estimativas do FMI, o PIB do Brasil deve cair 28,3% neste ano em relação a 2019, quando convertido para dólar: de US$ 1,8 trilhão para US$ 1,4 trilhão.

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Assim, o Brasil país deve perder três posições no ranking das maiores economias do mundo, de nona para a 12ª posição, ultrapassado por Canadá, Coreia do Sul e Rússia.

Alta do IGP-M eleva custo da dívida pública

Com forte alta do IGP-M o custo dívida pública está maior. Nos nove primeiros meses de 2020, o gasto com encargos (juro e correção pela inflação) na parcela do endividamento bruto atrelado ao IGP-M dobrou em relação a igual período de 2019, atingindo a marca de R$ 20 bilhões. O volume já supera o registrado em todo ano passado.

Conforme reportagem do Valor, apesar deste índice ser pouco representativo no total da dívida, o movimento de alta chama a atenção. O IGP acumulou alta de 14,4% no ano até setembro.

Pandemia reduz rentabilidade de bancos

Os grandes bancos do Brasil viram o retorno sobre o patrimônio (ROE) cair durante a pandemia de Covid-19. Apesar desse efeito pontual, o consenso de mercado é de que números ao redor de 20% ficaram para trás e que a nova realidade é de resultados mais apertados, em vista da tecnologia (que trouxe aumento de competição com as fintechs) e dos juros mais baixos, conforme informou o jornal Estadão.

O ROE médio dos quatro grandes bancos brasileiros no terceiro trimestre do ano foi de 13,58%, de acordo com cálculo da Economática. Esse é o quarto menor ROE da série histórica, atrás daqueles vistos nos três primeiros trimestres de 2017. Enquanto a maior mediana de ROE foi no primeiro trimestre de 2008, com 26,98%.

Produtores se juntam para reformar estradas e portos

Diversos grupos de produtores de diferentes regiões do Brasil têm se reunido para administrar obras de infraestrutura em suas regiões, devido a queda da arrecadação de Estados e municípios, por conta da pandemia do de Covid-19, informou o Estadão.

Além disso, o agronegócio vem sendo um dos poucos setores da economia que se saiu bem este ano, mesmo nos piores momentos da crise.

Ação de hackers ao STJ expõe fragilidades

O ataque de hackers aos computadores do STJ iniciou um debate sobre a capacidade do Judiciário e de outros órgãos governamentais de protegerem processos e dados contra ameaças cibernéticas.

Segundo especialistas, o Brasil conta com poucas normas para inibir a prática, como o Marco Civil da Internet e a Lei Carolina Dieckmann, e as penas previstas são leves. Além disso, deixam brechas para criminosos escaparem da condenação.

Governo quer controlar atuação de ONGs na Amazônia

De acordo com o Estadão, o governo Jair Bolsonaro planeja formas de estabelecer controle sobre as organizações não governamentais (ONGs) que trabalham na Amazônia. Através de um marco regulatório, a proposta é ter o “controle” de 100% das entidades na região até 2022 e inclui limitar entidades que atuam na região.

Mulheres concentram perda de empregos formais na pandemia

De acordo com dados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, as mulheres concentram 65,6% da destruição líquida de vagas de empregos de carteira assinada na pandemia, mostra o Valor.

Entre os meses de março e setembro deste ano, o saldo entre contratados e demitidos com carteira assinada foi negativo em 897,2 mil vagas, dos quais 588,5 mil eram de mulheres.

Atualização Covid-19

O Brasil teve 128 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 162.397. Os novos casos positivados foram 10.554, de um total de 5,644.115 milhões.