Dívida cresce e Brasil dá calote de R$ 4 bi; veja mais notícias

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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O Brasil não tem honrado seus compromissos com a maioria dos organismos internacionais, fundos e bancos multilaterais. Do total de pagamentos previstos para 2020 (R$ 4,216 bilhões), foram pagos somente R$ 15,4 milhões, faltando um pouco mais de dois meses para terminar o ano, conforme reportagem do Valor.

A equipe chefiada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, reconhece as dificuldades de pagamento, fato que não é algo específico deste ano. Mas em 2020 a situação se deteriorou mais, devido aos efeitos da covid-19 na economia. O impacto tornou o orçamento ainda mais restrito.

Dívida brasileira pode ser a pior entre emergentes, prevê FMI

Segundo reportagem do Estadão, o Brasil deve encerrar este ano com a pior situação fiscal entre os maiores países emergentes. Com condições desafiadoras tanto em relação às despesas quanto ao crescimento, o país gastou mais para combater a crise causada pela pandemia de covid-19, o que levou sua dívida para quase o dobro da média desses mercados.

Juliano Custódio. Henrique Bredda. Luiz Barsi. Gustavo Cerbasi.

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Para especialistas ouvidos pelo Estadão, o desempenho econômico menos ruim do Brasil neste ano, poderá custar uma forte deterioração das contas públicas, que ameaça piorar a nota de classificação de risco do País.

Elevação de gastos preocupa Tesouro

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, o aumento das despesas dos estados com pagamento de salários preocupa o Tesouro. Os desembolsos vem crescendo perto de 5% a 6% ao ano. “Isso pressiona indicadores de responsabilidade fiscal e endividamento”, comentou o secretário. Além disso, os Estados que gastam muito com salários investem menos. A folha é o principal item de despesa dos entes subnacionais, que, segundo ele, estão em “situação fiscal frágil”. A notícia é do Valor.

Gasto com funcionalismo do Brasil é o sexto maior do mundo

As despesas com funcionalismo público no Brasil estão entre as maiores do planeta, de acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A apuração foi realizada com 70 países em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB). Com informações do jornal O Globo.

Os desembolsos da União, dos estados e dos municípios equivaleram a 13,4% do PIB em 2018, o que coloca o país na 6ª posição, atrás somente de Arábia Saudita, Dinamarca, África do Sul, Noruega e Islândia.

Brasileiro deve conviver com inflação mais alta no curto prazo

O Brasil deve conviver com mais inflação no curto prazo, afirmam especialistas em Live do Valor de ontem.

Conforme os especialistas, a retomada do consumo e outros fatores macroeconômicos, como o dólar estabilizado em torno de R$ 5,50, devem fazer com que o país conviva com uma inflação mais elevada no futuro próximo.

Intenção de consumo cresce entre os brasileiros em outubro

Os brasileiros ficaram mais inclinados às compras em outubro, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aumentou 0,9% em relação a setembro, o segundo mês seguido de melhora, alcançando 68,7 pontos. A notícia é do jornal Estadão.

Cendas de imóveis em São Paulo sobe 12,7% em 12 meses

Foram comercializadas 5.147 unidades no mês passado, 18,9% inferior a agosto (quando o setor teve recorde de vendas). Mesmo assim, o número representou crescimento de 19,2% em relação a setembro do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas totalizaram 49.715 unidades, aumento de 12,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são do Sindicato da Habitação (Secovi-SP).

De acordo o presidente do Secovi, Basílio Jafet, a alta está sendo impulsionada pela queda nas taxas de juros, que tornam as parcelas do financiamento mais acessíveis, além de incentivar a migração de investidores que já não ganham tanto dinheiro como antes na renda fixa.

Atualização Covid-19

O Brasil teve 263 óbitos confirmados por Covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de vítimas a 157.397. Os novos casos positivados foram 15.726, de um total de 5.409.854.