Brasil bate pico de tráfego de internet na última semana

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Reprodução Pixabay

Segundo dados do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade que supervisiona a governança da internet no país, entre os dias 18 e 19 de março o país bateu recorde em volume de dados de internet, com 10 terabytes enviados por segundo. A reportagem é do Estadão.
No entanto, se por um lado as operadoras declaram que a capacidade das redes não é infinita e pedem “uso responsável” aos usuários, por outro as entidades do setor afirmam que existe infraestrutura para aguentar a alta na demanda.
Para Milton Kaoru Kashiwakura, diretor de projetos especiais e desenvolvimento do NIC.br, o uso de dados avançou entre 5% e 10% ao longo da semana que passou.
“O pico de 10 Tb/s aconteceu num momento em que, por conta do covid-19, mais pessoas passaram a acessar a internet para fins como trabalho remoto, estudo à distância e busca por entretenimento”, afirma.
Entretanto, os especialistas alertam para a possibilidade de ocorrer instabilidades em diferentes regiões.
Já de acordo com Julio Sirota, gerente de infraestrutura do IX.br é pouco provável que o volume de tráfego exploda nos próximos dias.
“As pessoas não vão passar a consumir duas ou três vezes mais tráfego. Já recebemos pedidos dos provedores de conteúdo para aumentar a capacidade, mas essas empresas sempre se antecipam a possíveis aumento de demanda.”
Na mesma linha de pensamento, empresas que constroem e mantêm as redes em funcionamento dizem que “Notamos um aumento no tráfego de dados, mas até aqui é um volume residual. Não vemos risco imediato para os próximos dias”, diz Helio Bampi, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Empresas de Soluções de Telecomunicações e Informática.

Mundo

Na Europa, medidas mais duras já foram tomadas para manter a qualidade do serviço. Na Espanha, a Telefónica pediu aos usuários que priorizem o uso da internet para quem trabalha ou estuda em casa.
A União Europeia solicitou ainda que companhias de streaming como Netflix, YouTube e Amazon Prime reduzam a qualidade de suas transmissões, para não sobrecarregar as redes.
Em contrapartida, a Netflix anunciou que vai reduzir a transmissão de dados em até 25%. Já o YouTube vai aplicar as medidas somente na União europeia, por enquanto.