Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) devem se destacar nos balanços do setor, diz UBS

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Wikimedia

Avaliação do UBS publicada nesta segunda-feira (18) vê um custo de risco cada vez menor para Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4).

A receita líquida de juros deve continuar pressionada, enquanto recuperação nas receitas de taxas é esperada para o 4TRI20 dada a sazonalidade positiva e a recuperação da atividade econômica.

“No geral, esperamos uma expansão média de 4% T/T no lucro por ação dos bancos. Bradesco e Itaú devem liderar o crescimento, enquanto BTG Pactual e Santander Brasil devem apresentar resultados estáveis”, diz o UBS.

Por fim, o ROAE (Retorno sobre o patrimônio líquido médio) médio é de 16,7% no 4T20, ainda abaixo dos 20,6% registrados no 4T19.

Índice de inadimplência sob controle

A expectativa do UBS é que o guidance para 2021 dos bancos deve causar revisão de lucro positiva a partir da normalização da economia.

“No geral, vemos espaço para surpresas nas despesas operacionais (uma contração nas despesas parece ser o cenário base) e no custo de risco. Também é esperada alguma contração das margens, enquanto as taxas devem expandir”, dizem os analistas.

Os bancos devem apresentar índice de inadimplência sob controle e melhor posição de capital no 4TRI20, prevê a UBS.

“Vale ressaltar que projetamos custo ou risco médio de 4,0% no 4T20 (vs. 3,2% divulgado em 2019). O custo do risco deve continuar diminuindo nos próximos trimestres”, ressalta o UBS.

Entre os bancos brasileiros, o Bradesco é o nome preferido do UBS. Os analistas veem uma boa combinação de boas avaliação e tendência de ganhos para o banco.

Expectativa de lucro de R$ 5,5 bilhões para Itaú e Bradesco

Para o Bradesco, o UBS prevê que o lucro do banco deve crescer mais do que seus pares privados, chegando a R$ 5,5 bilhões. Assim, a alta prevista é de 9% no trimestre, mas ainda com queda de 18% no comparativo anual. ROAE do Bradesco deve atingir 15,8% vs. 14,8% no 3T20.

“Melhor custo de risco e taxas devem compensar a ligeira contração em margens. Os custos também devem apresentar uma boa dinâmica com o fechamento de 394 agências (-10% de sua rede) em outubro e novembro”, destaca o UBS.

Os analistas esperam melhora adicional nos lucros do 4T20 do Itaú. O aumento deve ser de 8% T/T mesmo considerando as margens de crédito ainda pressionadas.

Os ganhos tendem a se expandir dada combinação de melhores taxas, provisões mais baixas e alguma melhoria sequencial em receita líquida.

“Projetamos lucro recorrente de R$ 5,5 bilhões, alta de 8% T/T e -25% A/A, gerando um ROAE de 16,2% (15,7% no 3T20)”, diz o UBS.

Para o Santander, que teve excelentes resultados no 3TRI20, a previsão é de um ROAE um pouco acima de 20%. Ou seja, para o 4T20, o UBS acredita que o resultado continuará forte, mas com retração na rentabilidade (19%).

Assim, a projeção é de lucro do Santander de R$ 3,7 bi no 4T20 (-4% T/T e 0,5% A/A).

Por fim, a recomendação é de compra para Itaú, Bradesco e BTG, e de neutralidade para Santander.

Lucros bancos no 4TRI20 - UBS

 

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