Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Santander (BCSA34) lançam plano para a Amazônia

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site Jornal da Grande Bahia

Um plano integrado para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, contendo dez medidas baseadas no tripé “conservação ambiental e desenvolvimento da bioeconomia; investimento em infraestrutura sustentável; e garantia dos direitos básicos da população da região amazônica”.

A proposta foi apresentada, nesta quarta-feira (22), pelos três maiores bancos do país: Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Santander(BCSA34) ao governo federal, com a ideia de que seja adotada ainda este ano na região.

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Fase de detalhamento

A proposta, elaborada pelos bancos, entra agora em fase de detalhamento das iniciativas e estabelecimento de metas, para implementação ainda em 2020.

Segundo nota distribuída à mídia, o entendimento das instituições financeiras é de que, para que as ações sejam efetivas, “é fundamental que ocorra uma intensificação das medidas de proteção da floresta Amazônica”.

Ações alinhadas

Sob coordenação do governo, as ações previstas serão adotadas em alinhamento com iniciativas públicas, “potencializando, assim, o impacto das ações para o desenvolvimento social e econômico da região”.

Na visão do presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, trata-se de “uma agenda objetiva de defesa e valorização da Amazônia, suas riquezas naturais, florestas, rios e cultura diversificada”.

Segundo ele, “o projeto une Bradesco, Itaú e Santander pelo propósito de contribuir para um mundo melhor, em que todos precisam assumir sua parcela de compromisso com as futuras gerações”.

‘Forças complementares’

O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, por sua vez, afirmou que os três bancos constituem ‘forças complementares, que, atuando de forma integrada, têm grande potencial de gerar um impacto positivo na região”.

População e recursos naturais

Já o presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial, defende uma “atuação firme e veloz de todos visando a construção efetiva de um modelo de desenvolvimento sustentável para a Amazônia, que inclua as necessidades da população e a preservação dos recursos naturais”.

Para Rial, “com o apoio da indústria, será possível fazer ainda mais por essa região, que tem um valor inestimável não só para o País, mas para todo o planeta”.

Ainda de acordo com a nota, os bancos deverão estabelecer um conselho de especialistas em questões sociais e ambientais específicas da região com o objetivo de assegurar os ‘desdobramentos dos planos’.

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As principais ações do plano integrado dos bancos:

  • Estímulo às cadeias sustentáveis na região (ex: cacau, açaí e castanha) por meio de linhas de financiamento diferenciadas e/ou ferramentas financeiras e não financeiras.
  • Viabilização de investimentos em infraestrutura básica para o desenvolvimento social (ex: energia, internet, moradia e saneamento) e ambiental (ex: transporte hidroviário).
  • Fomento de um mercado de ativos e instrumentos financeiros de lastro verde.
  • Atração de investimentos e promoção de parceiras para o desenvolvimento de tecnologias que impulsionem a bioeconomia.
  • Apoio para atores e lideranças locais que trabalhem em projetos de desenvolvimento socioeconômico na região.