Bradesco (BBDC4) e Suzano (SUZB3) entram na carteira da Guide em abril

Osni Alves
Jornalista | osni.alves@euqueroinvestir.com
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Crédito: Divulgação

Um banco e uma indústria de celulose entraram na carteira da Guide para o mês de abril. Bradesco (BBDC4) e Suzano (SUZB3) ocuparam a olugar de Cyrela (CYRE3) e Magalu (MGLU3).

Isso porque a gestora considera que estas companhias, juntamente com as outras oito, darão melhor sustentabilidade à carteira frente as adversidades previstas para o mês.

As demais recomendadas são JBS (JBSS3), Weg (WEGE3), B3 (B3SA3), Cosan (CSAN3), Neoenergia (NEOE3), Petrobras (PETR4), Centauro (CNTO3) e Sanepar (SAPR11).

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Um dos piores

Para a Guide, o mês de março foi um dos piores da história para ativos de risco ao redor do globo. Dos grandes mercados, as Bolsas de NY foram as que menos recuaram no período.

Ao fim do mês, o S&P 500 havia acumulado uma desvalorização de 12,51%. Na zona do euro, o STOXX 600, índice que abrange ativos de diversas regiões do bloco, foi mais prejudicado pelo movimento de maior aversão ao risco que predominou no mês, registrando queda de 14,80%.

O Ibovespa acompanhou o humor verificado no exterior, voltando a operar no patamar dos 73.019 pontos (-29,90%), enquanto o Real continuou desvalorizando de forma acentuada contra o dólar, o que fez a divisa brasileira fechar o mês cotada a R$ 5,20/US$ (+16,40%).

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Acontecimentos

De acordo com a gestora, diversos acontecimentos regeram a dinâmica do mês, começando pela forte disseminação da Covid-19 em países do Ocidente, com destaque para os países Europeus e os Estados Unidos.

Também a sequência de revisões baixistas para o crescimento da economia global, tendo em vista que as medidas de contenção da pandemia paralisou parcialmente as principais economias do mundo.

De igual modo, a nova dinâmica de preços reduzidos do petróleo, promovida por uma forte queda na demanda global e pela mais nova guerra de preços travada entre Rússia e Arábia Saudita.

Acrescenta ainda as medidas de estímulo que vem sendo adotadas por governos e bancos centrais ao redor do mundo, visando amortecer os impactos da crise sobre a economia mundial.

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Atividade econômica

No tocante à atividade econômica, as pesquisas setoriais de janeiro vieram mistas, mas, de maneira geral, apontavam para a continuidade na tendência de crescimento apresentada no segundo semestre de 2019.

O principal destaque do mês foi a divulgação do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) para o mês. O indicador em linha com o que mostraram as pesquisas setoriais que, com exceção do varejo, apresentaram variações positivas no período.

Contudo, mesmo que as leituras apontassem para o crescimento, foram mensuradas em um mundo pré-crise, portanto, ficaram obsoletas para ilustrar a situação atual da economia brasileira.

Em seguida, os dados de emprego (PNAD-Contínua) referentes ao trimestre encerrado em fevereiro também confirmaram projeções do mercado. A pesquisa mostrou que a taxa de desemprego avançou de 11,2% para 11,6%.

Ao analisar o dado, foi possível identificar avanços no mercado de trabalho entrando em 2020, porém, assim como as pesquisas setoriais, ele já não é fiel à situação vivida no país nos dias de hoje.

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Piora generalizada

Tendo tudo isso em vista, a Guide diz esperar uma piora generalizada dos dados, principalmente a partir de março, o que, junto com a dinâmica deflacionária verificada no país, deve abrir espaço para que o Copom realize novos cortes da taxa Selic.

Ao fim do primeiro trimestre de 2020, a gestora verificou uma piora do quadro de incerteza no cenário mundial, com uma recessão de escala global se aproximando nos próximos meses. No Brasil, o quadro de disseminação do coronavírus ainda deve se agravar em abril.

Por conta disso, governo será obrigado a abrir mão do ajuste fiscal que vinha sendo no combate aos impactos da nova crise. Isso faz com que gestoras e corretoras se dediquem à busca do melhor e mais seguro investimento ainda mais.