Bradesco (BBDC4) e Gerdau (GOAU4) estão na carteira de setembro da Toro

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/Flickr

A Toro Investimentos divulgou nesta terça-feira (1) a carteira de recomendações para ações em setembro. São cinco ativos: Bradesco (BBDC4), Metalúrgica Gerdau (GOAU4), JBS (JBSS3), Unidas (LCAM3) e Via Varejo (VVAR3).

A recomendação é que se coloque 20% do investimento em cada um dos ativos.

A carteira de médio prazo tem como objetivo “oferecer aos investidores uma modalidade com limite de perda, evitando as fortes oscilações que podem ocorrer no curto espaço de tempo”.

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Assim, a Toro oferece recomendações de preço de entrada, preço máximo de entrada, objetivo e stop de perda.

Bradesco, por exemplo, tem preço máximo de entrada em R$ 21,47, com alvo de R$ 24,21 e stop de R$ 18,31.

Após o pregão desta terça, valia R$ 21,16, com alta de 2,03%.


Divulgação / Toro Investimentos

Por que investir no Bradesco (BBDC4)?

Segundo a Toro, o Bradesco “continua apresentando boa performance, mesmo diante da crise”.

“As operações de seguros, seu diferencial, junto com previdência e capitalização cresceram no último trimestre”, lembra a Toro.

O Banco adotou maior cautela fazendo um reforço nas provisões para enfrentar a conjuntura mais crítica e conseguiu reduzir as despesas operacionais.

Além disso, “se destacam a melhora nos índices de inadimplência, o aumento do índice de cobertura do Banco e o crescimento da
carteira”.

Metalúrgica Gerdau (GOAU4)

É o que a Toro chama de “força do aço”.

“Com cenário de retomada da atividade econômica mundial pós pandemia, o setor de siderurgia e metalurgia deve voltar à normalidade”, acreditam os analistas.

“As ações da Metalúrgica Gerdau negociam em tendência de alta. Acreditamos que esse viés de valorização deve continuar no curto prazo”, seguem.

A sugestão de entrada máxima é de R$ 9,00, com preço-alvo de R$ 10,14.

O stop é em R$ 7,76.

Após a primeira sessão de setembro, com alta de 3,98%, o ativo passou a valer R$ 9,14, excedendo assim a máxima.

JBS (JBSS3)

As empresas com maior exposição a exportações devem continuar se beneficiando de um cenário de valorização do dólar.

É o que afirma a Toro em seu relatório.

As companhias de exploração de proteína animal se valorizaram bastante nos últimos meses.

Porém, recentemente algumas delas recuaram e a Toro acredita que o movimento não traduz a realidade.

“Enxergamos que algumas empresas do setor podem se valorizar no curto prazo.

“Dessa forma, nossa preferência do setor é as ações de JBS”, afirma a Toro.

O preço máximo de entrada é de R$ 22,93, com alvo de R$ 25,63. O stop é de R$ 19,78.

Após a queda de 0,62% da terça, o preço de mercado é R$ 22,30.

Unidas (LCAM3)

A Toro acredita que, com a recuperação da economia, o segmento de aluguel de veículos ganhe força com a volta da demanda dos contratos de curto prazo, devido às menores restrições de viagens”.

Somado a isso, “a Unidas seguiu com sua estratégia de fusões e aquisições mesmo com o pior cenário visto na crise, dando a ela
vantagem competitiva”.

Preço máximo de entrada é de R$ 20,89, com alvo de R$ 24,17. O stop sugerido é R$ 17,20.

Após o primeiro pregão de setembro, com alta de 1,47%, a ação da Unidas passou a valer R$ 20,70.

Via Varejo (VVAR3)

Uma das ações mais procuradas na bolsa de valores brasileira, a Via Varejo também puxou a atenção da Toro.

“Acreditamos que o setor de bens de consumo deve continuar mostrando bom resultado, principalmente às empresas que possuem uma maior penetração nas vendas via e-commerce”, diz.

“Nesse quesito, acreditamos que a Via Varejo pode continuar na trajetória de valorização no preço de suas ações, pois, a empresa além de reportar um crescimento nas vendas no resultado do 2T20, vem focada em aumentar seu market share nas vendas online”, conclui.

Preço máximo de entrada é de R$ 21,08, com alvo de R$ 24,80. O stop sugerido é R$ 17,16.

Após o pregão de hoje, com baixa de 0,15%, a ação passou a valer R$ 20,47.

Toro analisa o cenário

Agosto foi o primeiro mês de desempenho negativo do Ibovespa desde a aguda crise crise relacionada ao coronavírus em março.

A queda do Ibovespa foi de 3,44%.

“Se a expectativa na virada do mês era de avanço na pauta reformista do Governo, o caminho dificilmente poderia ter sido sido tão diferente”, diz o relatório.

A reforma tributária não trouxe novos capítulos, membros importantes do Ministério da Economia se demitiram e a própria permanência de Paulo Guedes segue incerta.

“Apesar dos ruídos, os dados econômicos têm mostrado rápida recuperação, tanto no Brasil, como no exterior.

Contudo, o clima não deve mudar muito em setembro.

O grande risco no radar segue sendo a permanência ou não de Paulo Guedes.

“Por outro lado, a divulgação do PIB tem potencial para ser um catalisador positivo, caso venha acima do esperado”, encerra.