Bradesco (BBDC4) e BB (BBSA3) refutam, neste momento, fechar capital da Cielo (CIEL3)

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação

A Cielo (CIEL3), em comunicado ao mercado divulgado nesta segunda-feira (22), informou que os seus controladores, Bradesco (BBDC4) e o Banco do Brasil (BBAS3), refutam “neste momento” o seu fechamento de capital.

Após abrir em queda, as ações da Cielo (CIEL3) inverteram o sinal, fechando com alta de 4,76%, cotadas a R$ 3,74, no pregão da segunda-feira (22).

Esta possibilidade foi informada no domingo, pela coluna de Lauro Jardim, de O Globo, em reportagem intitulada “O que o Bradesco e o Banco do Brasil pretendem fazer com a Cielo”.

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Na nota, é sugerido que os bancos “estão concluíndo estudos para o fechamento do capital da Cielo”.

Conforme o comunicado, o Bradesco (Columbus Holding) indicou que “em relação à nota publicada pelo colunista Lauro Jardim, citando planos para fechar o capital da Cielo, informamos que não estamos estudando nada neste sentido no momento“.

Por sua vez, o Banco do Brasil (BB Elo Cartões Participações) reafirmou que “avalia constantemente oportunidades e alternativas que contribuam com sua estratégia corporativa, melhorem a experiência de seus clientes e agreguem valor aos seus  acionistas”.

Adicionalmente, o BB escreveu que, neste contexto, “realiza estudos regularmente para avaliação de suas participações no arranjo de meios de pagamento, não havendo, entretanto, qualquer decisão no âmbito de sua governança sobre o tema em questão neste momento”.

Resultado positivo

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, disse em entrevista ao Estadão que a credenciadora de cartões conseguiu reagir bem no quarto trimestre de 2020. “O último trimestre melhorou bem. Adquirência é um negócio extremamente importante. Não dá para terceirizar esse negócio para nossas corporações dado o tamanho que a gente tem”.

A Cielo viu seu lucro líquido disparar 197% no último trimestre frente ao terceiro trimestre, atingindo R$ 298,2 milhões.

Na comparação anual, a companhia registrou um aumento de 34,7% nos lucros.

No início de fevereiro, a Cielo firmou contratos de prestação de serviços de intermediação, captação, indicação e manutenção de estabelecimentos comerciais com seus acionistas Bradesco e Banco do Brasil.

Os contratos estabelecem os termos e as condições aplicáveis aos serviços de intermediação a serem prestados pelo Banco do Brasil e pelo Bradesco à Cielo, “voltados à captação e à indicação de estabelecimentos comerciais para potencial credenciamento ao Sistema Cielo, bem como no auxílio à comunicação com estabelecimentos já credenciados”, informa a empresa.

Os contratos terão validade pelo prazo de 1 ano, contado de 1º de janeiro de 2021.