BR Malls (BRML3) reverte lucro em prejuízo de R$ 619,69 milhões no 2TRI20

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: BRMalls (BRML3)

A BR Malls registrou prejuízo de R$ 619,69 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo lucro de R$ 425,35 milhões no mesmo período do ano passado.

Levando em conta resultados ajustados, a empresa registrou lucro líquido de R$ 10,246 milhões, queda de 93,1%.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) foi negativo em R$ 846,33 milhões, contra um valor positivo de R$ 717,52 milhões.

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Já o Ebitda ajustado foi positivo em R$ 41,86 milhões, queda de 82,6% sobre o mesmo período do ano passado.

A margem Ebitda ajustada ficou em 23,4%, queda de 53,8 pontos porcentuais.

Em relatório, a BR Malls disse que mesmo com as ações de liability management (gestão de passivos) adotadas nos últimos anos, que contribuíram para redução do custo de dívida em 3,7 pontos porcentuais no trimestre e redução de 38,7% na despesa financeira, o lucro líquido ajustado foi impactado pelo aumento de R$ 56,1 milhões em PDD (provisão de devedores duvidosos) e perdão de dívida; pela contração da receita líquida; crescimento dos custos condominiais, devido às restrições de funcionamento dos shoppings; e pelo resultado negativo em equivalência patrimonial.

Operacional

A receita líquida da BR Malls somou R$ 178,72 milhões de reais, queda de 42,6% sobre o segundo trimestre de 2019.

A receita operacional por m² da companhia teve redução de 46,2% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando uma média de R$ 56/m² na visão consolidada. “O fechamento de ativos e, após suas respectivas reaberturas, as restrições nos horários de operação, conforme determinado pelas autoridades públicas, resultaram em impactos relevantes nas receitas”, disse a empresa em relatório.

Com relação aos alugueis, considerando efeitos de linearização, o valor por m² no trimestre foi de R$67/m² em termos consolidados, redução de 24,7% quando comparado ao mesmo período do ano passado. Esta variação está principalmente associada a política comercial decorrente do impacto da Covid-19.

Inadimplência

A inadimplência líquida apresentou aumento de 2,7 p.p., totalizando 3,6%. O nível de pagamentos em atraso totalizou 16,0%, 9,6 p.p. acima do valor registrado no segundo trimestre de 2019.

A taxa de ocupação média diminuiu em 0,1 p.p., atingindo 96,2%, em linha com os valores registrados no segundo trimestre de anos anteriores.

Segundo a empresa, a preservação do nível de ocupação, mesmo num cenário desafiador, é reflexo da assertividade da estratégia de reciclagem do portfólio, o fortalecimento do mix e o desenvolvimento de soluções para potencializar a performance dos varejistas.

“Além disso, foram fundamentais para esse resultado as ações implementadas para preservar os negócios de nossos lojistas”, diz o relatório.

Endividamento

A BR Malls encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 2,196 bilhões, alta de 20%.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 40,86 milhões, frente a um resultado também negativo de R$ 60,20 milhões no período de abril a junho de 2019, uma queda de 32,1%.