BR Malls (BRML3) registra queda de 23,5% no lucro do primeiro trimestre

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

A BR Malls (BRML3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2020, nesta quinta-feira (4). O lucro líquido totalizou R$ 118,5 milhões, o que representa uma redução de 23,5% em comparação com igual período de 2019.

De acordo com a empresa, o desempenho foi impactado pela contração da receita líquida devido às restrições de funcionamento dos shoppings a partir de 18 de março, pelo crescimento registrado em equivalência patrimonial e pelo maior nível de impostos.

As vendas mesmas lojas recuaram 13% no trimestre, contra um avanço de 1,5 no primeiro trimestre do ano passado.

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A inadimplência líquida atingiu 4,99%, um aumento de 1,2 ponto percentual.

O FFO ajustado (AFFO) foi de R$ 137,7 milhões, redução de 21,9% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. A margem atingiu 46,5%, 9,6 p.p. abaixo da margem do primeiro trimestre de 2019.

O AFFO por ação apresentou redução de 22,0% no trimestre, atingindo R$ 0,16.

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 41,2 milhões, uma diminuição de 27,7% sobre as perdas financeiras do mesmo período de 2019.

As despesas da empresa somaram R$ 29,9 milhões, uma redução de 31,2%.

Ebtida avança 5,7%

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) somou R$ 245,8 milhões, uma elevação de 5,7%.

Enquanto o Ebtida ajustado da BR Malls foi de R$ 206,7 milhões, queda de 11,9%.

A margem Ebtida ajustado atingiu 69,8%, baixa de 4,9 pontos percentuais.

Receita da BR Malls cai 5,8%

A receita líquida da BR Malls somou R$ 295,9 milhões, uma retração de 5,8%.

De acordo com a empresa, o resultado positivo é reflexo do desempenho dos dois primeiros meses do trimestre, nos quais houveram crescimento da receita líquida.

O lucro bruto reduziu 6,2% no trimestre, totalizando 260,3 milhões.

A margem bruta alcançou 88%, mantendo -se praticamente estável em comparação com o primeiro trimestre de 2019.

Investimentos e dívida

A BR Malls investiu R$ 297,1 milhões no trimestre.

Os aportes foram destinados principalmente para aquisições, alienações, revitalizações e manutenção.

Além disso, a companhia investiu parte dos recursos ao investimento em processos e sistemas internos, transformação digital, potencializar as vendas do varejo e otimizar o espaço físico dos shoppings.

A dívida líquida da BR Malls encerrou março em R$ 2,110 bilhões.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebtida ajustado, ficou em 2 vezes no final de março, contra 1,8 vez no mesmo período de 2019.

Retomada da BR Malls

Conforme a empresa, 13 shoppings da rede voltaram à operar. Esses ativos representam aproximadamente 30% do NOI core da companhia.

Os shoppings registraram fluxo total de veículos e vendas de aproximadamente 50% do nível pré pandemia, com destaque para os segmentos eletrônicos, eletrodomésticos e alimentação.

Omnichanel

Atualmente, 9 shoppings da Br Malls já contam com uma unidade do Delivery Center, e até o final de junho, a empresa vai inaugurar novas unidades em shoppings de Belo Horizonte e Curitiba.

Além disso, atualmente, o Delivery Center possui conexão com 8 marketplaces e a expectativa é chegar a 15 market places nos próximos meses, além de 7 próprios da BR Malls.

De acordo com a empresa, em maio, os shoppings atingiram aproximadamente 100 mil pedidos via Delivery Center, originados pelos diversos canais já conectados.