BR Distribuidora (BRDT3) vê lucro mais do que dobrar no 2TRI21

José Azevedo
Jornalista especializado em economia.
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Crédito: Divulgação

A BR Distribuidora (BRDT3) registrou no segundo trimestre de 2021 um lucro líquido de R$ 382 milhões, mais do que o dobrando na comparação com os R$ 188 milhões do mesmo período do ano passado,

A alta na base anual acompanha, majoritariamente, o avanço da receita líquida, que chegou a R$ 29 bilhões, ante R$ 14,8 bilhões registrados entre abril e junho de 2020 – a de se considerar, entretanto, que no ano passado as restrições impostas pelo governo para conter a covid-19 estavam muito mais pesadas, levando a companhia a sofrer grandes baixas no seu balanço da época.

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Na comparação com o primeiro trimestre deste ano a receita também avançou, com alta de cerca de 11,1% – impulsionada pela preço dos produtos vendidos e isso mesmo com o volume total de vendas regredindo 5,1%, por conta da sazonalidade do setor e também com mais restrições durante o mês de abril.

O setor de postos registrou uma receita líquida de R$ 18,2 bilhões, o de vendas a empresas, de R$ 9,2 bilhões e o mercado de aviação de R$ 1,7 bilhão – todos melhorando na base anual, com crescimento de, respectivamente, 99,7%, 65,7% e 476,2%.

Leia aqui o balanço completo

BR Distribuidora (BRDT3): Principais números do balanço

Lucro líquido

  • 2TRI21: R$ 382 milhões
  • 2TRI20: R$ 188 milhões

Receita líquida

  • 2TRI21: R$ 29 bilhões
  • 2TRI20: R$ 14,8 bilhões

Ebtida ajustado

  • 2TRI21: R$ 1,01 bilhão
  • 2TRI20: R$ 816 milhões

Custo com produtos vendidos sobe

Ao mesmo tempo que impulsionou a receita, o custo dos produtos vendidos pela BR Distribuidora diminui também a margem bruta da companhia,  que saiu de 7,2% para 4,4%, com menores ganhos de comercialização e com estoque.

A queda na margem bruta na base trimestral foi compensada parcialmente por uma menores despesas operacionais, que ficaram em R$ 453 milhões, ante R$ 564 milhões entre janeiro e março deste ano.

Houve impacto, segundo a companhia, de menores gastos com provisões (que foram R$ 33 milhões menor), com recuperação de créditos tributários (saldo positivo de R$ 25 milhões), maiores ganhos com royalties (saldo positivo R$ 20 milhões) e menores despesas na contratação de serviços (gasto R$ 23 milhões menor).

O Ebitda ajustado da BR Distribuidora ficou em R$ 1,01 bilhão, crescendo na comparação com os R$ 816 milhões do 2TRI20, e caindo 13,9% na base trimestral.

A BR Distribuidora fechou junho com uma dívida líquida de R$ 6,6 bilhões, ante R$ 3,2 bilhões no fim do mês de 2020 e R$ 5,1 bilhões em março deste ano. “Aumento se deu, principalmente, devido ao pagamento de R$ 1,1 bilhão aos acionistas sob forma de dividendos e R$ 600 milhões em variação de capital de giro, resultando uma alavancagem de 1,4 x”, finalizou.

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