BR Distribuidora (BRDT3) informa aquisição de 70% das ações da Targus

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Divulgação / BR Distribuidora

A BR Distribuidora (BRDT3) adquiriu 70% das ações da Targus Comercializadora de Energia e Targus Serviços de Energia.

De acordo com a BR Distribuidora, o objetivo é atuar no segmento de comercialização de energia elétrica em todo o país.

Para a aquisição de participação na Targus Energia, a BR irá desembolsar R$ 62,1 milhões ao longo dos próximos 4 anos.

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A transação prevê ainda mecanismos de earn-out e opções de compra e venda dos 30% restantes.

Como resultado da aquisição, a BR Distribuidora atuará na compra e venda de energia elétrica aos seus clientes, complementando seu portfólio atual de produtos, bem como poderá oferecer serviços de gestão no mercado livre e produtos de geração distribuída.

O mercado livre, onde atuam as comercializadoras de energia, representa hoje pouco mais de 30% do consumo energético do país, com grande potencial de crescimento para os próximos anos.

A BR Distribuidora informou que vê nesta transação a oportunidade de oferecer energia elétrica à sua rede de clientes, utilizando sua capilaridade comercial e estrutura financeira, aliados à expertise e capacidade de execução dos sócios da Targus Energia, que permanecerão na operação.

A Targus Energia possui cerca de 200 unidades consumidoras em sua carteira, tendo negociado 3,9 mil gigawatts-hora (GWh) em 2019, obtendo um faturamento próximo de R$ 900 milhões.

A BR salienta que a consumação da operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao cumprimento de certas condições precedentes.

Mercado livre de energia

Conforme o comunicado da companhia, grandes indústrias, centros comerciais, hospitais, shoppings centers, por consumirem uma grande quantidade de energia, podem recorrer ao mercado livre, ou ACL, em vez de comprar a energia das concessionárias de distribuição reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Atualmente, apenas consumidores que possuem uma demanda contratada mínima de 500 kW podem acessar este mercado, o que se traduz em uma fatura mensal de energia de aproximadamente R$ 40 mil.

Essa opção traz um representativa redução nos custos com a conta. Também é possível, por exemplo, customizar seus contratos com fornecedores da forma que mais se adequar ao perfil de consumo de cada cliente. Outra vantagem é a previsibilidade: os preços de energia podem ser fixados para o longo prazo e, portanto, os consumidores ficam menos expostos às naturais oscilações no preço.

O mercado livre de energia atingiu patamares históricos, com mais de 10 mil agentes registrados e cerca de 300 comercializadoras de energia. Além disso, está em discussão pelos agentes regulatórios novas regras que tendem a reduzir o consumo mínimo necessário para acessá-lo, representando uma excelente oportunidade de mercado.

Petrobras (PETR4 PETR3) esclarece notícia veiculada na imprensa

A Petrobras (PETR4 PETR3), em relação à notícia veiculada na Exame ontem (25), informou que não é parte nas arbitragens que tramitam conjuntamente perante a Câmara de Arbitragem do Mercado da B3, instauradas por dois acionistas minoritários contra a União Federal, na qualidade de acionista controlador.

A reportagem afirmava que União poderia ressarcir a Petrobras em cerca de US$ 30 bilhões pelo de desvio de recursos do “Petrolão”, investigação da Lava Jato.

A Petrobras disse que apenas acompanha estes procedimentos, que são públicos, para eventual prestação de esclarecimentos aos árbitros.

Conforme a nota, as arbitragens estão em estágio inicial e a União adotou medidas judiciais para opor-se o prosseguimento de ambas, ao argumento de que não está vinculada à cláusula arbitral presente no estatuto social da Petrobras.

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