BR Distribuidora (BRDT3) adia JCP; Eletrobras (ELET6) confirma reunião sobre Angra 3

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Eletronuclear

A BR Distribuidora (BRDT3) comunicou nesta terça-feira (9) que o pagamento dos juros sobre capital próprio (JCP), originalmente previsto para ser pago até o dia 30 de junho, foi adiado para até o dia 30 de dezembro de 2020.

A companhia já havia divulgado tal operação em 1º de abril. Na data, a BR Distribuidora propôs à assembleia geral a postergação da data limite para o pagamento.

“Entretanto, em 13 de abril foi efetuado novo comunicado informando o adiamento e tornando sem efeitos os documentos já disponibilizados aos acionistas”, diz a empresa em nota.

“Reitera-se que essa medida tem caráter precaucional, em face das incertezas trazidas pela atual conjuntura, e que a companhia mantém a intenção de realizar os pagamentos tão logo tenha visibilidade das condições para fazê-lo, em função da sua gestão de caixa e desdobramentos da pandemia”.

Eletrobras (ELET6): reunião sobre obras em Angra 3

A Eletrobras (ELET3, ELET5 e ELET6) informou que o Conselho do Programa de Parceria de Investimentos (CPPI) irá deliberar sobre o relatório do Comitê Interministerial que trata do modelo operacional e jurídico para a viabilização da Usina Termonuclear de Angra 3. A reunião ocorrerá nesta quarta-feira (10).

A empresa recebeu comunicado da secretária-executiva da CPPI, Marisete Dadald. No momento, as obras estão paradas

Angra 3 será a terceira usina da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), localizada na praia de Itaorna, em Angra dos Reis, litoral do estado do Rio de Janeiro.

Segundo a Eletrobras, quando entrar em operação comercial, a nova unidade com potência de 1.405 megawatts, será capaz de gerar mais de 12 milhões de megawatts-hora por ano, energia suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante o mesmo período.

Com Angra 3, a energia nuclear passará a gerar o equivalente a 50% do consumo do Estado do Rio de Janeiro.

Até o momento foram executadas cerca 67,1% das obras civis da Usina, informa a Eletrobras. “O progresso físico global do empreendimento, considerando todas as outras disciplinas envolvidas, é de 58,4%”.

O Brasil tem buscado há décadas um parceiro para ajudar na conclusão das obras.

Empresas da China, Rússia, França e Coreia do Sul se interessaram mas não há nada conclusivo no momento. São necessário para o término mais R$ 15 bilhões.