Boris Johnson recebe alta hospitalar, mas segue em recuperação

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Pippa Fowles / 10 Downing Street / AFP

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recebeu alta hospitalar neste domingo (12), depois de passar 3 dias na unidade de terapia intensiva (UTI). Entretanto, ele ainda não poderá voltar a comandar o país. Vai continuar sua recuperação na casa de campo oficial do primeiro-ministro no poder, em Chequers, distante 70 quilômetros de Londres.

“Por conselho da sua equipa médica, o primeiro-ministro não vai regressar ao trabalho imediatamente”, disse à Reuters um porta-voz do governo. Johnson ainda agradeceu a equipe que o tratou no hospital público St. Thomas: “não consigo agradecer-lhes o suficiente. Devo-lhes a minha vida”.

Boris Johnson tem 55 anos.

Pensamento positivo

“Todos os seus pensamentos estão com os afetados por esta doença”, disse Johnson, através do porta-voz de Downing Street.

Ele ainda estendeu sua mensagem positiva, ao dizer que “vamos derrotar o coronavírus”.

As notícias de sua melhora, entretanto, contrastam com o quadro geral em toda a Grã-Bretanha. O quadro no país é sombrio: são mais de 80 mil infectados, com mais de 10 mil mortos e menos de 400 recuperados.

O país é tido como o próximo epicentro da pandemia na Europa.

Segundo a agência de notícias AFP, “apesar das esperanças de atingir um pico, o número real pode ser muito maior, já que a contagem não inclui aqueles que morreram em casas de repouso e em casa”.

Noiva recuperada

Carrie Symonds, a noiva de Johnson, grávida e que também sofria com os sintomas do novo coronavírus, se recuperou e agradeceu à sua “magnífica” equipe de saúde.

“Jamais poderei retribuir e nunca pararei de agradecer”, disse ela no Twitter, acrescentando que se sentiu “incrivelmente sortuda”.

“Houve momentos sombrios na semana passada. Meu coração está com todos aqueles em situações semelhantes, preocupados com os entes queridos”, disse ela.

Ainda não se sabe quando a Grã-Bretanha poderá suspender as rigorosas medidas de distanciamento social lançadas em 23 de março.

O lockdown provavelmente será ampliado até o final de abril.

Pacote de 200 milhões

Antecipando-se ao problema que não se sabe se realmente vai acontecer, mas que a China, com casos importados, por exemplo, está enfrentando, o Reino Unido divulgou um pacote de £ 200 milhões para impedir segunda onda de contágio do coronavírus.

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O dinheiro vai para instituições de caridade locais e organizações internacionais que protegem a população local por meio da propagação da Covid-19 em países mais vulneráveis.

A ideia é minimizar a quantidade de infecção em massa em países em desenvolvimento e com sistemas de saúde menos preparados para rastrear e deter o vírus.

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