Bônus bilionários do pré-sal estão no fim

Clodoaldo S TechLead
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Crédito: Décio Oddone, diretor-geral da ANP. Reprodução/EBC

O Brasil já licitou ou tem agendada a licitação das maiores áreas conhecidas do pré-sal. E com isso chega ao fim a “era dos bônus bilionários do pré-sal”.

A afirmação é do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.

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Oddone discursou na abertura da 6ª Rodada de Licitações de Partilha de Produção, no último dia 6 de novembro. “Estamos deixando para trás a era dos bônus bilionários para entrar na fase de produção e arrecadação elevadas”, avaliou.

E completou: “A fase de construção de portfólio exploratório no pré-sal pelas companhias se aproxima do fim. A maior parte das áreas mais conhecidas, mais prospectadas, já foi oferecida ou já esta sendo oferecida nas próximas rodadas, ou já foi contratada”.

O que são os bônus bilionários do pré-sal?

O valor do bônus nos leilões está associado à expectativa das empresas quanto ao potencial produtivo dos blocos disputados e ao grau de competição pela área na rodada de licitação. Quanto maior o bônus, mais atraente para o mercado é a área.

O resultado do leilão foi condizente com a análise de que, agora, os leilões se tornaram menos atraentes. Entenda por que o leilão ficou abaixo das expectativas.

Leilão abaixo das expectativas

Dos cinco blocos ofertados – Aram, Bumerangue, Cruzeiro do Sul e Sudoeste de Sagitário (da Bacia de Santos) e Norte de Brava (Bacia de Campos) -, apenas um foi arrematado.

A Petrobras havia manifestado preferência por três blocos, mas só fez uma proposta, em consórcio com a chinesa CNODC, sendo 80% da estatal brasileira e 20% da chinesa. O bloco arrematado foi Aram, na Bacia de Santos, considerado o mais valioso. Foi arrecadado um bônus de assinatura de R$ 5 bilhões.

O que esperar das próximas rodadas

O diretor-geral da ANP afirmou ainda que, a partir de agora, as ofertas trarão blocos de maior risco exploratório. Ou seja, blocos onde a presença de petróleo em quantidades comerciais é menos garantida.

De acordo com a ANP, os leilões, iniciados em 2017, devem arrecadar R$ 1,5 trilhão em investimentos por parte da indústria do petróleo, inserindo o Brasil entre os cinco maiores produtores do mundo.

 

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