Bolsonaro tenta reduzir críticas à área social com incentivo ao Bolsa Família

Paulo Amaral
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Crédito: Marcos Brandão/Senado Federal

O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende reduzir as críticas que vem recebendo em relação ao que é considerado o grande gargalo de sua gestão: a área social.

Como forma de reagir à libertação de Lula e ao lançamento da agenda de combate à pobreza do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Bolsonaro mobilizou Paulo Guedes e toda a equipe do ministro da Economia para ampliar os benefícios às famílias de baixa renda.

Até mesmo Ricardo Paes de Barros, economista que ajudou a criar o programa Bolsa Família durante o governo de Lula, foi chamado para ajudar na política de combate à pobreza.

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Medidas estudadas

Uma das medidas que estão sendo estudadas é o acréscimo de R$ 6,81 por mês para as 13,8 milhões de famílias beneficiadas pelo programa – atualmente paga R$ 89 para cada uma destas que vive em situação de extrema pobreza – , impactando a vida de aproximadamente 43 milhões de brasileiros.

A ideia contempla ainda a revisão da política de desoneração da cesta básica, reonerando produtos como chantilly, leite condensado e alguns tipos de peixe, incluindo o salmão, para redirecionar essa tributação ao Bolsa Família. A previsão do ministério da Economia é tirar 117 mil pessoas da pobreza com o reajuste do benefício.

Após o aumento do benefício, o foco seria em um programa habitacional para substituir o Minha Casa, Minha Vida, em municípios com até 50 mil habitantes.

O modelo funcionaria com um sistema de voucher de até R$ 1,2 mil para as famílias obterem recursos que permitam comprar, construir ou reformar a casa própria.

Foco na juventude

A parcela englobando crianças e adolescentes da população também está inclusa no pacote que o governo pretende implantar em breve.

O Programa Criança Feliz, que tem como madrinha justamente Michelle Bolsonaro, receberia um reforço do governo para ultrapassar 1 milhão de atendimentos em 2020 e bater 3,2 milhões em 2022. Atualmente o programa atende 820 mil crianças e gestantes do Bolsa Família, que recebem visitas de 25 mil agentes semanalmente.

A criação de um novo programa de incentivo pelo BNDES, que se chamaria Bolsa Atleta Escolar e beneficiaria cinco mil estudantes brasileiros com R$ 300 mensais, também está nos planos. A ideia é preparar a turma para os Jogos Escolares Brasileiros, e custaria R$ 18 milhões por ano.

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