Bolsonaro sugere que irá sancionar fundo eleitoral de R$ 2 bilhões

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil/Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta (2) que poderá sancionar proposta aprovada no Congresso Nacional sobre o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para 2020. O presidente havia dito que iria vetar a lei, mas indicou agora que pretende voltar atrás.

Bolsonaro afirmou, de acordo com texto da Agência Brasil, que “é preciso preparar a opinião pública para uma decisão que será tomada de forma a respeitar o que está previsto na Constituição – em especial no Artigo 85, que aponta os atos presidenciais que podem ser classificados como crime de responsabilidade.”

Orçamento para 2020

Em dezembro, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento para 2020. O texto incluía a previsão de R$ 2 bilhões para o Fundo Eleitoral. E foi para a para a análise do presidente da República.

Nesta quinta , ele falou à Agência Brasil, ao deixar o Palácio da Alvorada rumo ao Palácio da Alvorada: “O veto ou a sanção é uma obediência à lei. Se você ler o Artigo 85 da Constituição, vai ver que, se não respeitar a lei, estou em curso de crime de responsabilidade. O que posso dizer é isso. A conclusão agora é de vocês. Porque é o seguinte: temos de preparar a opinião pública. Caso contrário, vocês [da mídia] me massacram; arrebentam comigo”.

Salário mínimo

Bolsonaro falou ainda também sobre a medida provisória (MP) que prevê o aumento do salário mínimo, que passará de R$ 998 para R$ 1.039. “Eu queria que botassem R$ 10 mil por mês, mas tem de saber de onde vai vir o dinheiro”, disse o presidente. Segundo ele, o reajuste dado “foi acima do que seria se a lei do PT estivesse em vigor”.

O novo salário mínimo teve reajuste de 4,1%, pouco acima da inflação, de acordo com o Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

*com Agência Brasil