Bolsonaro será responsável pela campanha da reforma da Previdência

Késia Rodrigues
Colaboradora Independente do Portal EuQueroInvestir e leitora assídua de conteúdos sobre economia e política. Apaixonada por tecnologia, investimentos e viagens.

Crédito: Crédito da imagem: José Cruz/Agência Brasil

Crédito da imagem: José Cruz/Agência Brasil[/caption]

O presidente Jair Bolsonaro foi escolhido para atuar como “garoto-propaganda” e explicar à população brasileira os principais pontos da reforma da Previdência. A popularidade do presidente está em alta e esse é um dos principais trunfos do Planalto que visa garantir a aprovação da PEC da reforma ainda no primeiro semestre de 2019.

[box type=”success” align=”” class=”” width=””]A equipe de apoio de Bolsonaro acredita que a forte presença do presidente nas redes sociais, juntamente com os seus mais de 57 milhões de eleitores são um respaldo ao governante, que deve defender a reforma e evitar erros de comunicação como os assumidos pelo governo anterior.[/box]

O Estadão/Broadcast apurou que o presidente não deve se ater a detalhes técnicos da reforma, mas discursará de forma a reforçar os principais pontos da proposta. Isso pode ser percebido no comportamento de Bolsonaro, pois tem utilizado as redes sociais para publicar textos maiores e, até mesmo, notas oficiais.

O dilema de Bolsonaro

Mesmo sendo o protagonista na comunicação da reforma, o presidente do Brasil vive atualmente um dilema que envolve justamente o tema aposentadoria.

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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tendo sido deputado federal por aproximadamente 28 anos, ele pode se beneficiar de um dos mais vantajosos regimes de aposentadoria já concedido aos parlamentares. Trata-se do benefício do Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), que pode ser concedido a quem já tenha completado 50 anos de idade e pelo menos oito anos de mandato.

Quando um parlamentar completa 30 anos de contribuição ao sistema, recebe o valor de um salário integral como aposentadoria. Vale lembrar que esse valor não é considerado para o cálculo do teto do funcionalismo, logo, Bolsonaro pode acumular o benefício do IPC com o seu salário de presidente da República.

As informações foram publicadas originalmente pelo jornal Folha de S. Paulo.

Fonte da notícia: Portal Infomoney.