Rejeição a Bolsonaro avança novamente, aponta Exame

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve nova piora em seus níveis de aprovação junto ao eleitorado no final de abril.

De acordo com pesquisa da Exame, o grupo de brasileiros que avaliam a gestão Bolsonaro como ruim ou péssimo atingiu 52%.

Por outro lado, chegou 23% o eleitorado que considera a atual administração como ótima ou boa.

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Já os que acham o governo Bolsonaro regular atingiu ficou em 24% e os que não sabem foram 1%.

De acordo com Maurício Moura, fundador do IDEIA, a avaliação ruim do presidente é consequência de três fatores. O primeiro é a sensação de que o ritmo de vacinação ainda não decolou. Em segundo, a gente teve semanas com recordes em relação ao número de mortos em decorrência da covid-19, e isso atrapalha a avaliação presidencial. Por último, a população não percebeu até agora um efeito positivo da nova rodada do auxílio emergencial.

A pesquisa Exame contou com 1.259 entrevistas de abrangência nacional. O estudo tem um grau de confiança igual a 95%, aceitando uma margem de erro máxima prevista de aproximadamente 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Eleições 2022

Metade dos entrevistados não acha que Bolsonaro deve ser reeleito nas eleições presidenciais de 2022. Em março, o nível de reprovação era menor, 48%.

Do lado oposto, 39% acreditaram que Jair Bolsonaro deve ser reeleito no ano que vem.

Enquanto 11% não souberam opinar.

Quando perguntado aos entrevistados se Lula, do PT, merece voltar a presidência, 41% disseram sim e 52% reprovaram a ideia.

No entanto, se a eleição fosse hoje, Lula estaria na frente com 33% dos votos. Logo atrás, apareceria Bolsonaro, com 32% e Ciro Gomes, com 9%.

A pesquisa da Exame evidencia uma vantagem numérica do ex-presidente Lula no primeiro turno.

Segundo Moura, é a primeira vez que Bolsonaro fica atrás numericamente, apesar de empatado na margem de erro. Também é interessante pontuar com a soma de outras candidaturas, que incluem Huck, Doria, Amoêdo, que somam mais ou menos 32%. Ou seja, dentro da margem de erro, a somatória dessas candidaturas está praticamente empatada com Lula e Bolsonaro. Se houver uma convergência em torno de um nome, a terceira via se torna uma possibilidade real.