Bolsonaro rebate as críticas do Legislativo; STF desaprova presidente

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Em entrevista à CNN Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse ontem (15), que gostaria de ver os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), saindo às ruas. A declaração foi uma resposta às críticas de ambos contra a presença de Bolsonaro nas manifestações pró-governo. Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e tribunais superiores, em conversa reservada com o Estado/Broadcast também criticaram a ação.

Antes do depoimento de Bolsonaro à CNN Brasil, Maia criticou a presença do presidente na manifestação. Para ele, juntar-se às pessoas nas ruas, diante à pandemia de coronavírus, foi “pouco caso”. Por sua vez, Alcolumbre também considerou “inconsequente estimular a aglomeração.”

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Em resposta, Bolsonaro disse ao canal de notícias que “gostaria que eles saíssem às ruas”, como ele fez.  “Saiam às ruas e vejam como vocês são recebidos. Os acordos não têm que ser entre nós em gabinetes com ar refrigerado. Têm que ser entre nós e o povo.”

Conforme a CNN Brasil, Bolsonaro explicou a sua atitude de cumprimentar os populares, em Brasília. Ele disse que foi uma forma de “conferir o que estava acontecendo”. Ainda disse que procurou evitar os atos, visto o risco de contaminação por coronavírus. Mas, levantou que, embora as manifestações tivessem ocorrido, as pessoas também estão sujeitas a outras aglomerações, como o transporte público e Carnaval.

Apesar do mal-estar entre os poderes, Bolsonaro afirmou à CNN Brasil que pretende uma aproximação com Mais e Alcolumbre. Por isso, disse que os convidou para uma reunião hoje (16), a fim de “deixar de lado qualquer picuinha que exista”. Quanto ao enfrentamento da pandemia de coronavírus, o presidente contou que criará um gabinete de crise para administrar a situação.

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Crédito: Dorivan Marinho/SCO/STF

Ainda ontem (15), o Estado/Broadcast revelou declarações obtidas em conversas reservadas com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e tribunais superiores. Entre os pontos criticados, os ouvidos consideraram que houve “manipulação política” nas manifestações pró-governo Bolsonaro.

Além disso, a ação do presidente em quebrar a recomendação do Ministério da Saúde e cumprimentar o público foi criticada. Embora o teste de Bolsonaro para o coronavírus tenha sido negativo, ele repetirá os exames e foi orientado a isolar-se. Inclusive, pelo risco à saúde pública, e por mensagens contra o Estado de Direito, um ministro de tribunal superior disse ao Estado/Broadcast que os protestos foram um “desrespeito à democracia”.

Para um ministro do STF, o ponto mais crítico foi Bolsonaro apoiar manifestações contra o Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o presidente do STF, Dias Toffoli. Segundo o magistrado, o presidente busca alimentar um “eixo de conflito”, para desfocar a atenção dos problemas do governo. Enquanto Toffoli, conforme o Estado/Broadcast, se posicionou, semanas atrás, a favor da harmonia e pacificação entre os Poderes.