Bolsonaro pergunta em rede social se deve ou não sancionar o fundão

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro postou, nesta quinta (2), uma pergunta a seguidores no Facebook: “Você acha que devo VETAR o FEFC, incorrer em Crime de Responsabilidade (quase certo processo de impeachment) ou SANCIONAR?” Bolsonaro estava se referindo ao fundo eleitoral de R$ 2 bilhões, aprovado pelo Congresso e que seguiu para a sanção do presidente.

O presidente Jair Bolsonaro disse que poderá sancionar proposta aprovada no Congresso Nacional sobre o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para 2020. Bolsonaro havia dito que iria vetar a lei, mas indicou agora que pretende voltar atrás.

Bolsonaro afirmou, de acordo com texto da Agência Brasil, que “é preciso preparar a opinião pública para uma decisão que será tomada de forma a respeitar o que está previsto na Constituição – em especial no Artigo 85, que aponta os atos presidenciais que podem ser classificados como crime de responsabilidade.”

Orçamento para 2020

Em dezembro, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento para 2020. O texto incluía a previsão de R$ 2 bilhões para o Fundo Eleitoral. E foi para a para a análise do presidente da República.

Nesta quinta , ele falou à Agência Brasil, ao deixar o Palácio da Alvorada rumo ao Palácio da Alvorada: “O veto ou a sanção é uma obediência à lei. Se você ler o Artigo 85 da Constituição, vai ver que, se não respeitar a lei, estou em curso de crime de responsabilidade. O que posso dizer é isso. A conclusão agora é de vocês. Porque é o seguinte: temos de preparar a opinião pública. Caso contrário, vocês [da mídia] me massacram; arrebentam comigo”.

Este é o post de Bolsonaro, que teve, em um hora, 18 mil comentários (muitos pedindo pelo veto):