Governo deve permitir Huawei em leilão da 5G; veja mais destaques

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro parece estar mudando de ideia sobre aceitar o “conselho” dos Estados Unidos e barrar a chinesa Huawei do futuro leilão da 5G no Brasil.

De acordo com reportagem do Estado de S.Paulo neste sábado (16), o banimento da empresa provocaria um gasto bilionário aos cofres do governo. A saída do aliado Donald Trump da Casa Branca – derrotado por Joe Biden – também enfraqueceu o desejo do presidente do Brasil.

O leilão da tecnologia 5G está previsto para acontecer no Brasil até o fim do primeiro semestre, após o edital de licitação ser aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), fato que deve ocorrer em fevereiro.

Guedes convence Bolsonaro a manter presidente do BB (BBAS3)

Outra notícia que movimentou a semana foi a possibilidade de Jair Bolsonaro demitir André Brandão, presidente do Banco do Brasil (BBAS3). Em uma reunião na noite de sexta (15), no entanto, Paulo Guedes, Ministro da Economia, parece ter conseguido demover o presidente da República de sua ideia inicial.

A bronca de Bolsonaro para com o executivo seria pelo plano de reestruturação traçado por ele, que incluiria o fechamento de 112 agências em todo o País e o desligamento de mais de 5 mil funcionários, via demissão voluntária. Ao Estado de S.Paulo, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, não confirmou a demissão, tampouco interferência política na autarquia.

“Num momento em que se está brigando por questões de desemprego, o camarada anuncia que a Ford sai do Brasil e o Banco do Brasil fala a mesma coisa. O presidente dá um pulo na cadeira”.

Camex zera impostos de cilindros e sensores de oxigênio

Insumos usados no combate à Covid-19 como monitores de sinais vitais, sensores de oxigénio e cilindros de armazenamento de gases medicinais voltarão a entrar no País com tarifa zerada. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a medida em reunião extraordinária., segundo reportagem da Agência Brasil.

A decisão ocorreu dias depois de diversos produtos que estavam isentos desde o início da pandemia de Covid-19 terem voltado a pagar Imposto de Importação. Ao todo, 258 itens tiveram a tarifa zerada hoje. O número de produtos isentos subiu para 561.

O Comitê Executivo da Camex também suspendeu uma tarifa antidumping que incidia sobre tubos de plástico para a coleta de sangue a vácuo. Por meio do antidumping, um país sobretaxa um produto importado que ameaça o equivalente nacional, sob o argumento de concorrência desleal.

Em uma postagem no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro explicou a decisão: “Sempre que possível, reduziremos impostos para facilitar o acesso de insumos e bens necessários à população para o combate ao COVID-19”.

Impostos caem, mas combustíveis sobem

Se os impostos e taxas de importação dos cilindros e sensores de oxigênio foram reduzidos para zero, o mesmo não se pode dizer dos preços dos combustíveis.

O diesel, por exemplo, fechou em alta pela sétima semana consecutiva, assim como a gasolina, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O litro do diesel atingiu R$ 3,685 por litro, com média de 0,27% de alta, enquanto a gasolina subiu, em média, 0,15%, tendo o preço do litro vendido a R$ 4,572.

O etano, por sua vez, apresentou baixa na semana – 0,06%, fechando o período com o preço médio do litro custando R$ 3,202.

A parti deste sábado, Peugeot e Fiat são a Stellantis

Duas das principais montadoras do mundo, a Peugeot e a Fiat se uniram para formar a Stellantis, empresa que se tornará o quarto maior grupo automotivo do planeta.

A partir de agora, Fiat, Opel, Peugeot, Alfa Romeo, Chrysler, Dodge, Jeep e Maserati serão produzidas em conjunto pela nova montadora.

Aprovada no dia 4 de janeiro quase que por unanimidade entre os acionistas, a fusão deixará o grupo com aproximadamente 9% do mercado automotivo global, atrás apenas de Volkswagen, Toyota e da aliança formada por Renault, Nissan e Mitsubishi.

“Teremos um papel de liderança, durante a próxima década, na redefinição da mobilidade, assim como nossos pais fundadores fizeram com muita energia”, comemorou o presidente da FCA, John Elkann, rotulando a fusão como “histórica”.