Bolsonaro minimiza comentários de Eduardo e Guedes sobre “novo AI-5”

Paulo Amaral
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Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro tratou com desdém as recentes declarações do filho, Eduardo Bolsonaro, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a possível instauração de um “novo AI-5” no País.

Na visão do presidente da República, ambos “exerceram seus direitos de expressão”, mas isso (as falas sobre o AI05) “não significa que o governo esteja estudando qualquer ruptura democrática”.

“O fato de citar o AI-5 –coisa que existia na Constituição passada– eu não vejo nada de mais. Citaram, o Paulo Guedes e o Eduardo, num contexto de descambar o Brasil aqui, não para movimentos sociais, reivindicatórios, mas para algo parecido com terrorismo, como vem acontecendo no Chile”, argumentou Jair Bolsonaro, em entrevista exclusiva ao Jornal da Record.

A declaração de Paulo Guedes

“Sejam responsáveis, pratiquem a democracia. Ou democracia é só quando o seu lado ganha? Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo para quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5. Já não aconteceu uma vez? Ou foi diferente? Levando o povo para a rua para quebrar tudo. Isso é estúpido, é burro, não está à altura da nossa tradição democrática”.

A declaração de Eduardo Bolsonaro

“Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta, ela pode ser via um novo AI-5. Pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como ocorreu na Itália… alguma resposta vai ter que ser dada. O que faz um país forte não é um Estado forte: são indivíduos fortes”

O que foi o AI-5

O AI-5 citado por Eduardo Bolsonaro e, agora, pelo ministro da Economia, foi um ato baixado durante o governo Costa e Silva, um dos cinco generais que governaram o Brasil durante o período da ditadura militar.

O ato é, até hoje, considerado um dos mais repressivos da ditadura, pois cassou mandatos de políticos e suspendeu direitos garantidos pela Constituição.