Bolsonaro mantém apoio ao chefe da Secom, a despeito das acusações de improbidade

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Ueslei Marcelino / Reuters

O presidente Jair Bolsonaro não levou em consideração as recentes matérias que mostram Fábio Wajngarten, chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), e sua empresa, a FW Comunicação e Marketing, como beneficiários dos contratos de publicidade da União. O Ministério Público quer implicá-lo por improbidade administrativa. Bolsonaro, porém, mantém apoio ao secretário.

Bolsonaro chegou a convocar uma reunião para discutir o caso mas depois considerou que a situação estava “sob controle”, segundo interlocutores do presidente.

Segundo o Estadão noticiou, “a presença do seu superior hierárquico, o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, ao seu lado, no pronunciamento na TV do governo federal, foi uma espécie de ‘apoio explícito’ a Wajngarten”.

Coragem moral

A primeira avaliação do presidente é que Wajngarten abordou o tema “com transparência e coragem moral”. Neste momento, portanto, Fábio continua com respaldo de Bolsonaro e do ministro Ramos, pelo menos por enquanto.

Bolsonaro não costuma demitir ninguém por denúncia na imprensa. O presidente não parece disposto a dar razão aos veículos de informação. “No entanto”, explica o Estadão, “todos sabem que muitos outros desmembramentos do caso poderão surgir e daí a atenção no Planalto, e a preocupação com o que ainda está por vir”.

Disputas internas na Secom

O presidente tem uma dívida com seu filho Carlos Bolsonaro, a quem imputa a responsabilidade por sua eleição, graças à malha de comunicação criada nas redes sociais. No desfile de posse, era Carlos quem estava no carro.

A comunicação do governo, entretanto, virou alvo de disputas no palácio e objeto de ataques inclusive de Carlos, que disse, em dezembro, que a área “sempre foi uma bela de uma porcaria”.

O Estado informa ainda que “o desgaste em torno do chefe da Secom chega em um momento que o governo já trabalhava em uma nova reestruturação do setor, que levou, inclusive, à suspensão dos briefings do porta-voz do Planalto, general Rego Barros”.

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O caso de Wajngarten na Secom ainda está sob análise da Comissão de Ética da Presidência da República. O apoio do presidente não coloca ponto final nessa história.


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