Em entrevista, Bolsonaro garante que fez as pazes com Mandetta

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/TV

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revelou, em entrevista para a TV Bandeirantes nesta quarta, que fez as pazes com o ministro Luiz Henrique Mandetta.

Em contato por telefone com José Luiz Datena, Bolsonaro assegurou que o mal-estar entre ele e o Ministro da Saúde está superado.

“A reunião foi só eu e ele. Se vazar algo, vai ser da parte dele. Conversamos e, acima de nós dois está o interesse do Brasil. Foi tudo acertado. É comum acontecer, em um momento em que todo mundo está estressado, alguns problemas”, relativizou.

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Bolsonaro ainda elogiou a postura de Mandetta por ter mudado de ideia em relação ao uso da hidroxicloroquina para pacientes em estágio inicial de Covid-19.

“Ele decidiu, na questão da hidroxicloroquina, permitir que pacientes em início de tratamento possam utilizar. Até o parabenizo por isso. Vamos tocar o barco. Vamos em frente”.

Pressionado por Datena para dizer se chegou a pensar em demitir Mandetta, o presidente da República sorriu e saiu pela tangente:

“Um beijo pra você, Datena. O que não pode acontecer é viver sob essa tensão, com um superior tentando fazer sua vontade em 100%”, contemporizou.

Jair Bolsonaro fará um pronunciamento em rede nacional ainda nesta noite de quarta-feira. Segundo o presidente, o assunto em questão será a economia do País.

“Vou falar de emprego, que não deixa de ser economia”.

Coronavírus volta a ser comparado à “chuva”

No início da rápida entrevista para a TV Bandeirantes, Jair Bolsonaro voltou a usar uma frase que adotou como espécie de mantra para se referir ao coronavírus.

Antes chamada de “gripezinha”, a doença, agora, é comparada a uma chuva pelo Chefe de Estado.

“A chuva [vírus] está aí. Alguns podem morrer afogados na chuva”, sintetizou.

No dia 1 de abril, pouco depois de postar um vídeo divulgando, falsamente, que o Ceasa de Belo Horizonte estava sofrendo com desabastecimento, Bolsonaro comparou o coronavírus com a chuva pela primeira vez.

“O vírus é igual a uma chuva. Ela vem e você vai se molhar, mas não vai morrer afogado”, argumentou.

“Tem essas pessoas mais fracas. Às vezes a pessoa vive pobre, fraca por natureza, dada a falta de uma alimentação mais adequada. Então essas pessoas são quem sofre mais”, concluiu.

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