Bolsonaro tem 30% de intenções de voto para 2022, mostra Exame

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro se mantém-se à frente de seus adversários para as eleições de 2022. O cenário foi registrado pela casa de análise de investimentos Exame Research na pesquisa quinzenal EXAME/IDEIA divulgada nesta sexta-feira (09).

Bolsonaro lidera com 30% de intenções de voto, seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 18%, e pelo ex-juiz Sérgio Moro, com 10%. Na sequência vêm o ex-ministro Ciro Gomes, com 9%, e o apresentador Luciano Huck, com 5%.

Em agosto, data da última pesquisa da Exame, Bolsonaro tinha 31%; Lula, 17%; Moro, 13%; Ciro, 6% e Huck, 5%.

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Foram feitas 1.200 entrevistas de homens e mulheres residentes no Brasil com idade igual ou superior a 16 anos, entre os dias 5 a 8 de outubro.

A pesquisa mostra também que Bolsonaro lidera em todos os cenários de segundo turno. A menor diferença segue sendo contra o ex-ministro Sergio Moro (que vence apenas entre os entrevistados que dizem sem religião). Contra Lula, o presidente venceria com 10 pontos de vantagem.

Outros pontos

Conforme a pesquisa, a avaliação positiva (ótimo/bom) do presidente Jair Bolsonaro segue oscilando na margem de erro entre 35% e 40%. As menções ótimo/bom e ruim/péssimo estavam em 34% e 39% na última pesquisa, respectivamente, e passaram para 36% agora.

O grau de aprovação sustenta a liderança do presidente no cenário nacional estimulado de intenção de voto.

Portanto, significa que 84% de quem avalia positivamente diz querer votar no Presidente. Na avaliação da Exame Research, trata-se de uma relação extremamente positiva e sinaliza o grau de fidelidade dos apoiadores.

 

 

Apesar de números positivos de avaliação e intenção de voto, o apoio do atual presidente nas eleições municipais parece ter baixo impacto.

Somente 19% dizem aumentar a chance de votar em determinado(a) candidato(a) em função de um eventual apoio de Bolsonaro. Outros 41% são indiferentes e 36% dizem que o apoio presidencial diminuiria sua chance de voto no(a) apoiado(a).

Na amostragem, destacam-se os grupos com baixa escolaridade, onde a avaliação ótimo/bom é de 44%, e de  evangélicos (56%). Mais um elemento que corrobora a mutação do perfil de apoiadores para uma base mais popular, na avaliação da Exame Research.