Bolsonaro confirma mudanças na Casa Civil e no Ministério da Cidadania

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quinta-feira (13) duas trocas na equipe ministerial. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deixará o posto para substituir Osmar Terra no Ministério da Cidadania. Terra, que é deputado federal, voltará para a Câmara.

Para a Casa Civil, Bolsonaro chamou o general Walter Souza Braga Netto, hoje na chefia do Estado Maior do Exército, segunda posição na hierarquia da força militar.

O anúncio foi feito por Bolsonaro por meio de um post no Twitter.

A cerimônia de posse nos cargos está marcada para a próxima terça-feira (18), no Palácio do Planalto, às 15 h.

Trocas

Desde que assumiu o cargo, no início de 2019,  Bolsonaro fez sete mudanças no primeiro escalão: no Ministério da Educação (Ricardo Velez por Abraham Weintraub), na Secretaria-Geral da Presidência (Gustavo Bebianno por Floriano Peixoto e, em seguida, por Jorge Oliveira), na Secretaria de Governo (Santos Cruz por Luiz Eduardo Ramos) e, na semana passada, no Ministério do Desenvolvimento Regional (Gustavo Canuto por Rogério Marinho).

Bolsa família

Onyx, agora titular da pasta da Cidadania, substituindo Osmar Terra, ficará responsável pelo setor do governo que cuida do programa Bolsa Família.

O aumento das filas à espera de ingressar no programa pesou contra Terra, e o remanejamento de Onyx para a função acaba solucionando um problema para o presidente da República, que não se viu obrigado a exonerar um dos homens de sua confiança.

No Ministério da Cidadania, Onyx deverá dar continuidade ao trabalho de Osmar Terra, a quem Bolsonaro agradeceu na mensagem em que comunicou as mudanças. “Agradeço ao ministro Osmar Terra pelo trabalho e dedicação ao Brasil e que terá continuidade na Câmara dos Deputados”, postou.

Intervenção no Rio de Janeiro

Para o lugar de Lorenzoni na Casa Civil o escolhido, o general Walter Braga Netto, 66 anos, chefe do Estado-Maior do Exército, tem no currículo o posto de comandante da intervenção que tomou as ruas do Rio de Janeiro em 2018.

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Em julho de 2016, foi nomeado Comandante Militar do Leste, um dos oito comandos nacionais do Exército, com sede no Rio de Janeiro. Em 2018, ficou nacionalmente conhecido após ser nomeado, pelo então presidente Michel Temer, como interventor federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, cargo que exerceu até o final do mesmo ano, durante a vigência da intervenção. As informações são da Agência Brasil.

Reaproximação

A indicação de Bolsonaro faz o governo se reaproximar da ala política das Forças Armadas, que foi perdendo poder ao longo de 2019. Os militares foram um dos setores que deram mais apoio à eleição do presidente.

De acordo com a Folha de São Paulo, no lugar dos militares, “ascendeu a influência da dita ala ideológica do bolsonarismo no governo. Ela é comandada informalmente pelos filhos de Bolsonaro e composta por discípulos do escritor Olavo de Carvalho, que destratou inúmeras vezes generais”.

Atribuições

As principais atribuições do ministro-chefe da Casa Civil são o assessoramento direto do Executivo na coordenação de ações de governo, inclusive de outros ministérios. Também são responsáveis pela avaliação das propostas legislativas que o presidente encaminha ao Poder Legislativo, além de cuidar da publicação de atos oficiais do governo.

*com Agência Brasil