Bolsonaro chama Paulo Freire de “energúmeno” e defende fim da TV Escola

Paulo Amaral
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O presidente Jair Bolsonaro pediu o cancelamento do contrato da TV Escola com o Ministério da Educação e quer colocar um ponto final no canal que é administrado pela Associação Roquete Pinto.

Segundo reportagem veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro acusou a TV Escola de “transmitir apenas programas de esquerda” e de “deseducar”.

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O presidente foi ainda mais duro quando falou sobre o educador Paulo Freire, a quem se referiu como “energúmeno”.

“Era uma programação totalmente de esquerda. Ideologia de gênero. Tem que mudar. Daqui 5, 10 anos vai ter reflexo disso aí. Trinta anos em cima dessa ideologia aí desse Paulo Freire, desse energúmeno aí, que foi ídolo da esquerda”, disparou, ao deixar o Palácio da Alvorada.

Visivelmente irritado, Bolsonaro continuou demonstrando nervosismo e defendeu o fim da TV que, segundo ele, faria o governo jogar R$ 350 milhões “no lixo”.

“Você conhece a programação da TV escola? Deseduca. Por que a educação do Brasil está lá embaixo? Por causa dessas programações. Agora o pessoal está criticando. Esse tipo de cultura é para acabar mesmo. Queriam renovar o contrato… R$ 350 milhões iam ser jogados no lixo”.

Incertezas

O futuro do canal ainda é incerto. Apesar de Bolsonaro ter deixado claro que deseja o fim da TV Escola, os ministros Abraham Weintraub e Onyx Lorenzoni tentaram indicar pessoas para a associação e influenciar nos rumos na TV.

Weintraub, aliás, já determinou um despejo da TV Escola das dependências do Ministério da Educação. A alta cúpula da Associação Roquette Pinto avalia que a atitude do governo é uma retaliação porque as indicações não foram acolhidas.

 

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