Bolsonaro ameaça demitir ministro que não aceitar ceder cargos para centrão

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Os partidos que fazem parte do chamado “centrão” afirmaram que o presidente Jair Bolsonaro, enquadrou seus ministros. Devido a haver resistência em ceder os cargos de suas pastas para o grupo. Bolsonaro deixou claro, que quem se opuser, pode ser demitido do seu governo. As informações são da Folha de São Paulo.

De acordo com os ministros, a atitude de Bolsonaro ocorreu em dois atos. O primeiro, por forçar a demissão de Sérgio Moro, segundo ao reafirmar que iria distribuir postos de segundo e terceiro escalão ao centrão.

Bolsonaro recorre a “velha política”

A tática, de distribuir cargos ao centrão, foi rechaçada em toda a campanha de Bolsonaro à presidência. De acordo com a Folha de São Paulo, a estratégia se tornou opção após a ruptura de Bolsonaro com Rodrigo Maia, presidente da Câmara (DEM-RJ).

Logo, Bolsonaro passou a fazer contato com líderes dos partidos PP, PL, Republicanos, PTB e PSD. Os cargos repassados seriam a estatais e autarquias estratégias, como o Porto de Santos e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

Segundo fontes ouvidas pela Folha de São Paulo, o presidente já foi cobrado pela demora em fazer as nomeações aos líderes do centrão. De acordo com as fontes do Planalto, o processo de entrega de cargos e nomeação no Diário Oficial deve ocorrer na próxima semana.

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Os integrantes que estariam resistindo a determinação do governo, de acordo com as fontes seriam os ministros: Paulo Guedes (Economia); Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) Abraham Weintraub (Educação); e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).

Jair Bolsonaro chegou a ser questionado, na última semana a respeito das conversas entre os partidos. Mas, por enquanto não confirmou nem deu respostas concretas a respeito do assunto de divisão de cargos.

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