Bolsonaro diz que vai vetar reajuste a servidores e que “economia também é vida”

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).
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Crédito: Publicado em 14/01/2020 09:46 Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Local: Brasília-DF

Após ser reunir com empresários e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, o presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, conversou com a imprensa e afirmou que a economia brasileira “está na UTI”.

“A economia não pode parar, porque a economia também é vida”, disse Bolsonaro. “Esse grupo (de empresários) é responsável por 45% do PIB brasileiro e eles foram enfáticos, a indústria está na UTI, a posição deles é que a abertura tem que começar, caso contrário, podemos atingir a situação de alguns países que vocês conhecem bem”, alertou o presidente.

Em seguida, Bolsonaro comentou sobre as medidas aprovadas pela Câmara dos Deputados Federais e reforçou a confiança em Paulo Guedes.

“Eu sigo a cartilha de Paulo Guedes na economia. Antes de tomar decisões eu sempre converso com os meus ministros e na economia, o Gudes e senhor da razão. Se ele disser que eu devo vetar esse dispositivo (aprovado ontem pela Câmara de Deputados), eu vou vetar. Depois da UTI, é o cemitério, e isso nós não queremos”, alertou Bolsonaro sobre o futuro da economia brasileira.

Risco Venezuela

Durante a reunião com os empresários, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre o risco de a economia brasileira afundar e afirmou que, se medidas não forem tomadas, no sentido de permitir a retomada dos trabalhos, de que a situação pode se agravar muito e citou risco Venezuela.

“Existe o risco da economia colapsar. Há também o risco do Brasil se tornar uma Venezuela ou uma Argentina e isso o governo não quer”, alertou Paulo Guedes.

Diálogo

O ministro do STF, Dias Toffoli, defendeu o diálogo para que as decisões em torno da pandemia sejam tomadas e disse que o Brasil está no caminho certo nas medidas contra a coronavírus. “Se olharmos desde quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia, desde lá, o Brasil conseguiu conduzir muito bem”.

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Toffoli também elogiou as medidas do governo federal. “As medidas que o governo aprovou foram muito importantes para que o país não entrasse em calamidade. E, o que vocês (empresários) trazem é a necessidade de um planejamento para uma retomada. O anseio é trabalhar, produzir e manter emprego”.

O presidente do STF reforçou a necessidade de diálogo entre os poderes. “É preciso diálogo e combinação para a retomada. As pessoas querem siar, mas tem que ser combinado, sem desrespeitar as competências da União e dos estados”, finalizou Toffoli.