Futuros de NY e bolsas internacionais operam em queda nesta quarta-feira

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Foto: Reprodução/Pixabay

Os índices futuros de Nova York operavam em queda por volta das 7h45 desta quarta-feira (26), seguindo o movimento de retração dos mercados observados na véspera.

Após indicarem um pregão de alta durante a madruga, às 7h45, os futuros do S&P marcavam queda de 0,13%; Nasdaq retração de 0,21%; e Dow Jones desvalorização de 0,28%.

Analistas consultados pela CNBC, no entanto, já avaliavam como possível um movimento semelhante ao da véspera, quando os futuros abriram no terreno positivo, sofrendo uma reviravolta ao longo do dia.

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Enquanto isso, o rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos recuaram a 1,31% na véspera, com os temores do coronavírus.

Segundo a CNBC, o rendimento dos títulos americanos de 10 anos atingiram o nível mais baixo, superando o recorde anterior de 1,325% estabelecido em 6 de julho de 2016, após o voto do Brexit no Reino Unido.

Já o rendimento dos títulos do Tesouro de 30 anos caiu mais de 3 pontos-base, atingindo uma nova baixa histórica de 1,798%. Os rendimentos dos títulos caem à medida que os preços aumentam.

Pânico das bolsas deve se repetir no Brasil

Os investidores acompanham as atualizações sobre a expansão do coronavírus em todo o mundo, especialmente na China, na Coreia do Sul e na Itália.

O Brasil também deve ter seu primeiro caso confirmado do coronavírus: um homem de 61 anos de São Paulo, que retornou recentemente de viagem a trabalho para o norte da Itália. A bolsa brasileira deve refletir o pânico que toma conta o mercado.

Os dados mais atuais sobre o surto falam em 2,6 mil mortes e 77,7 mil casos confirmados em todo o mundo.

Quedas históricas nas bolsas de Nova York

Em dois dias, o Dow Jones caiu 6,59% e S&P, 6,28%. Foram as piores quedas em dias seguidos para os índices desde fevereiro de 2018 e agosto de 2015, respectivamente. Para o Nasdaq, a queda foi de 6,38%, o pior desde junho de 2016.

“Os investidores esperam claramente mais más notícias e estão vendendo”, afirmou Brad McMillan, diretor de investimentos da Commonwealth Financial Network, em nota divulgada pela CNBC.

“Existem indícios nos setores de eletrônicos e automóveis de que a desaceleração já está acontecendo, o que será um empecilho para o crescimento”, complementou.

Europa: Itália teme recessão

Na Europa, bolsas em forte queda hoje. Na Alemanha, -1,47%; Reino Unido, -0,57%; e França, -0,95%. A bolsa italiana operava em leve queda, de 0,13%, enquanto o Stoxx600 desvalorizava-se 1,21%.

A Itália continua sendo a principal preocupação da região. Agora o vírus está se espalhando para o sul, além do surto inicial nas regiões norte da Lombardia e, em menor grau, no Vêneto.

O país já tem 325 casos confirmados do vírus e 11 mortes, segundo a mídia italiana. O primeiro-ministro Giuseppe Conte pediu que a imprensa seja menos sensacionalista. “É hora de diminuir o tom, precisamos parar com o pânico”, disse ao jornal La Repubblica. Há preocupações de que o vírus leve a economia já frágil da Itália à recessão.

Ásia

Ásia também em queda generalizada nesta quarta-feira, com Japão fechando a -0,79%; China, a -0,83%; Hong Kong, a -0,73%; e Coreia, a -1,28%.

(Com Rodrigo Petry)

Espero que essas informações possam ter despertado a sua curiosidade sobre o assunto e que te ajudem a tomar melhores decisões em sua vida financeira.