Bolsa volta a ter semana positiva, com mais 2,22%; sexta fecha na máxima, com mais 1,65%

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores fechou na máxima esta sexta-feira (27), com alta de 1,65%, indo de novo acima do patamar dos 120 mil, com 120.677,60 pontos. Assim, o Ibovespa volta a ter uma semana positiva, com mais 2,22%. depois de duas seguidas no negativo.

O índice brasileiro acabou seguindo os principais de Nova York, que também retomaram o positivo, em uma semana conturbada e de expectativa.

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O dia foi marcado pela fala tranquilizadora de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), sobre o tapering, processo de retirada de estímulos à economia. “Ainda há muito caminho a percorrer até lá”, disse o executivo.

Paralelamente, o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) nos EUA variou 0,40% em julho, ante 0,50% de junho. A inflação avança dentro das projeções.

No Brasil, as coisas não vão nada bem: há crise hídrica, que preocupa sobremaneira, e a questão dos precatórios. Mas essas preocupações ficaram para depois.

Dessa forma, o Ibovespa apresentou na mínima 118.720,95 pontos (-0,003%); e na máxima, 120.677,60 pontos (+1,65%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 23,700 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (23): -0,49% (117.471,67 pontos)
  • terça-feira (24): +2,33% (120.210,75 pontos)
  • quarta-feira (25): +0,50% (120.817,71 pontos)
  • quinta-feira (26): -1,73% (118.723,97 pontos)
  • sexta-feira (27): +1,65% (120.677,60 pontos)
  • semana: +2,22%
  • agosto: -0,92%
  • 2021: +1,39%

Juros

  • D1F22: -0,01 p.p. para 6,77%
  • D1F23: -0,06 p.p. para 8,46%
  • D1F24: -0,10 p.p. para 9,08%
  • D1F25: -0,10 p.p. para 9,37%
  • D1F26: -0,13 p.p. para 9,55%
  • D1F27: -0,12 p.p. para 9,73%
  • D1F28: -0,18 p.p. para 9,82%
  • D1F29: -0,12 p.p. para 10,00%
  • D1F30: +0,03 p.p. para 10,18%
  • D1F31: -0,10 p.p. para 10,16%

Dólar

O dólar despencou esta semana, e a sexta ajudou com nova queda. A moeda norte-americana perdeu 1,17% e passou a valer R$ 5,1955.

  • segunda-feira (23): -0,05% a R$ 5,3820
  • terça-feira (24): -2,23% a R$ 5,2622
  • quarta-feira (25): -0,97% a R$ 5,2113
  • quinta-feira (25): +0,87% a R$ 5,2568
  • sexta-feira (26): -1,17% a R$ 5,1955
  • semana: -3,55%

Euro

  • segunda-feira (23): +0,46% a R$ 6,3180
  • terça-feira (24): -2,41% a R$ 6,1660
  • quarta-feira (25): -0,52% a R$ 6,1342
  • quinta-feira (26): +0,60% a R$ 6,1713
  • sexta-feira (27): -0,64% a R$ 6,1321
  • semana: -2,08%

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +4,64% a R$ 250.779,49
  • Ethereum: +6,59% a R$ 16.934,40
  • Tether: +1,90% a R$ 5,20
  • Cardano: +6,56% a R$ 14,76
  • Binance: +3,55% a R$ 2.535,69

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

O tapering ainda é uma realidade distante do horizonte de curto prazo. Foi o que afirmou o presidente do Federal Reserve (FED), Jerome Powell, nesta sexta-feira (27), no simpósio de Jackson Hole. Ele disse que o fim da recompra de títulos deverá ser gradual. E que tudo dependerá da melhoria da economia.

“O momento e o ritmo da próxima redução nas compras de ativos não terão a intenção de transmitir um sinal direto sobre o momento do aumento da taxa de juros, para o qual articulamos um teste diferente e substancialmente mais rigoroso”, disse Powell.

Ele avaliou que o cenário econômico norte-americano tem mostrado que a conjuntura chegou a um ponto no qual o apoio monetário não é tão necessário.

Powell acrescentou, porém, que ainda há um caminho longo a percorrer, apesar da inflação. A taxa nos Estados Unidos está em torno de 2%, que é a meta estabelecida pelo governo.

Isto porque o país ainda terá de remar antes de atingir o pleno emprego. Este é um requisito básico para a retirada de estímulos.

“O momento e o ritmo atual na compra de títulos não têm a intenção de transmitir um sinal direto sobre aumento de juros”, disse. “Para isto, estudamos simulações mais rigorosas”, completou.

Com base em declarações de outros funcionários do Fed, um anúncio de redução poderia ocorrer assim que a reunião do Fed de 21 a 22 de setembro.

Michael Arone, estrategista-chefe de investimentos do US SPDR Business da State Street Global Advisors, disse à CNBC que “os aumentos das taxas de juros estão longe, muito longe, e os investidores estão felizes com isso. Eu acho que Powell merece algum crédito por navegar na redução de ativos, evitando um acesso de raiva. O mercado parece bem preparado para o início da redução gradual”.

Paralelamente, o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) nos EUA variou 0,40% em julho, ante 0,5% de junho.

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e combustíveis, também subiu 0,30%, em linha com a projeção Na comparação anual, a alta foi de 3,60%, também dentro da projeção.

A renda pessoal subiu 1,10% em junho, bem acima do consenso de alta de 0,2%. E os gastos pessoais subiram 0,30%, em linha com o consenso.

Segundo o relatório do Bureau of Economic Analysis, do Departamento de Comércio americano, o aumento da renda ainda repercute os auxílios do governo devido à pandemia e também a retomada do mercado de trabalho.

Europa, Ásia e Pacífico não tiveram tempo de repercutir nos negócios a fala de Powell, mas os mercados se anteciparam bem, subindo e fechando uma semana positiva.

Em relação aos dados econômicos, a confiança do consumidor francês caiu ligeiramente em agosto, disse a agência de estatísticas oficial Institut National de la Statistique et des Études Économiques (INSEE). O índice mensal de confiança do consumidor caiu de 100 em julho para 99.

Nova York (sexta-feira)

  • S&P 500: +0,88%
  • Nasdaq: +1,23%
  • Dow Jones: +0,69%

Nova York (semana)

  • S&P 500: +1,53%
  • Nasdaq: +2,80%
  • Dow Jones: +0,97%

Europa (sexta-feira)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,51%
  • DAX (Alemanha): +0,37%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,32%
  • CAC (França): +0,24%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,33%
  • FTSE MIB (Itália): +0,56%

Europa (semana)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +1,05%
  • DAX (Alemanha): +0,28%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,85%
  • CAC (França): +0,84%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,08%
  • FTSE MIB (Itália): +0,34%

Ásia e Oceania (sexta-feira)

  • Shanghai (China): +0,59%
  • SZSE Component (China): +0,15%
  • China A50 (China): +0,63%
  • DJ Shanghai (China): +0,70%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,03%
  • SET (Tailândia): +0,58%
  • Nikkei (Japão): -0,36%
  • ASX 200 (Austrália): -0,04%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,17%

Ásia e Oceania (semana)

  • Shanghai (China): +2,77%
  • SZSE Component (China): +1,29%
  • China A50 (China): +0,54%
  • DJ Shanghai (China): +2,63%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +2,25%
  • SET (Tailândia): +3,74%
  • Nikkei (Japão): +2,32%
  • ASX 200 (Austrália): -0,37%
  • Kospi (Coreia do Sul): +2,40%

Brasil: ambiente político e econômico

Na reta final da sessão da Bolsa de ontem (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria pela manutenção da autonomia do Banco Central, cuja lei foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro *sem partido) em fevereiro deste ano.

Por oito votos favoráveis e dois contra, os ministros do Supremo decidiram rejeitar ação proposta por partidos de oposição. A ideia da autonomia é blindar a autoridade monetária de pressões políticas.

A ação do PT e do PSOL questionava se o Congresso poderia legislar sobre este tema.

Na questão mais grave que o país enfrenta hoje, a crise hídrica, Bolsonaro afirmou que as hidrelétricas podem parar e pediu que a população apague “ao menos um ponto de luz em casa”. De acordo com a Folha de S.Paulo, o pedido foi feito durante a live semanal do presidente.

Distribuidoras e analistas calculam que o custo da geração terá de ser repassado aos consumidores. Desta forma, a conta luz ficaria 15,2% mais cara.

De acordo com o jornal O Globo, o valor da bandeira Vermelha pode dobrar. Cálculo é que o valor pode passar de R$ 9,49 para R$ 25, para cada 100 kWh extra. E isso, claro, deve impactar na inflação.

Segundo o Valor Econômico, gestores e economistas fazem alerta sobre piora de cenário. Eles mostraram preocupação com as incertezas fiscais e políticas e a crise hídrica.

No âmbito dos dados, o estoque total de crédito do Sistema Financeiro Nacional cresceu 1,2% em julho sobre junho, a R$ 4,3 trilhões, equivalente a 52,6% do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou hoje o Banco Central. A projeção do mercado era por 0,8%.

No período, houve desaceleração da carteira de crédito para pessoas jurídicas, de 14,8% para 13,6%. De forma contrário, as operações de crédito destinadas às famílias seguiram em aceleração, de 17,5% para 18,2%.

E na seara fiscal, o governo federal planeja embolsar R$ 110 bilhões com venda de imóveis públicos até dezembro do ano que vem, conforme anunciado pelo secretário especial de desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord.

Na conta, entra parte dos 55 mil imóveis federais alienáveis em todo o Brasil a serem comercializados por meio de ofertas diretas da iniciativa privada ou Fundos Imobiliários listados na B3 (B3SA3), o que deve acontecer ainda em 2021, segundo Diogo.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 68 subiram, duas ficaram estáveis (TIMS3 e LAME4) e 16 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 100,69 (+2,50%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 28,49 (+3,64%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 30,76 (+1,72%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 18,50 (+6,81%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 23,27 (+1,31%)

Maiores altas

  • PetroRio (PRIO3): R$ 19,40 (+7,42%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 71,86 (+7,06%)
  • Cyrela (CYRE3): R$ 21,31 (+6,87%)
  • Usiminas (USIM5): R$ 18,50 (+6,81%)
  • Locamerica (LCAM3): R$ 26,17 (+5,23%)

Maiores baixas

  • Americanas (AMER3): R$ 42,06 (-2,71%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 27,39 (-1,97%)
  • CVC (CVCB3): R$ 21,90 (-1,31%)
  • JBS (JBSS3): R$ 31,05 (-1,05%)
  • Hapvida (HAPV3): R$ 14,85 (-0,74%)

Maiores altas da semana

  • Embraer (EMBR3): R$ 23,68 (+19,17%)
  • Cyrela (CYRE3): R$ 21,31 (+14,94%)
  • Gol (GOLL4): R$ 20,78 (+14,18%)
  • CVC (CVCB3): R$ 21,90 (+10,44%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 61,90 (+8,88%)

Maiores baixas da semana

  • TAEE (AMER3): R$ 38,04 (-6,05%)
  • Notre Dame Intermédica (GNDI3): R$ 80,74 (-5,46%)
  • Ultrapar (UGPA3): R$ 14,66 (-4,62%)
  • Hapvida (HAPV3): R$ 14,85 (-4,38%)
  • Via (VIIA3): R$ 10,87 (-3,55%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +1,77% (sexta-feira) | +2,32% (semana) (51.783,57 pontos)
  • IBrX 50: +1,78% (sexta-feira) | +2,52% (semana) (20.147,27 pontos)
  • IBrA: +1,74% (sexta-feira) | +2,25% (semana) (4.896,03 pontos)
  • SMLL: +1,72% (sexta-feira) | +2,92% (semana) (2.913,13 pontos)
  • IFIX: +0,28% (sexta-feira) | +0,96% (semana) (2.731,21 pontos)
  • BDRX: -0,45% (sexta-feira) | -1,74% (semana) (13.692,50 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (novembro)/barril

  • segunda-feira (23): +5,48% (US$ 68,75)
  • terça-feira (24): +3,35% (US$ 71,05)
  • quarta-feira (25): +1,69% (US$ 72,25)
  • quinta-feira (26): -1,54% (US$ 70,18)
  • sexta-feira (27): +2,16% (US$ 71,70)
  • semana: +11,14%

Petróleo WTI (outubro)/barril

  • segunda-feira (23): +5,63% (US$ 65,64)
  • terça-feira (24): +2,89% (US$ 67,54)
  • quarta-feira (25): +1,21% (US$ 68,36)
  • quinta-feira (26): -1,38% (US$ 67,42)
  • sexta-feira (27): +1,96% (US$ 68,74)
  • semana: +10,31%

Ouro (dezembro)/onça-troy

  • segunda-feira (23): +1,30% (US$ 1.807,15)
  • terça-feira (24): +0,09% (US$ 1.807,95)
  • quarta-feira (25): -0,79% (US$ 1.794,25)
  • quinta-feira (26): +0,23% (US$ 1.795,20)
  • sexta-feira (27): +1,35% (US$ 1.819,50)
  • semana: +2,18%

Prata (setembro)/onça-troy

  • segunda-feira (23): +2,23% (US$ 23,63)
  • terça-feira (24): +1,21% (US$ 23,94)
  • quarta-feira (25): +0,02% (US$ 23,90)
  • quinta-feira (26): -1,18% (US$ 23,50)
  • sexta-feira (27): +2,21% (US$ 24,07)
  • semana: +4,49%

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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