Bolsa: Usiminas (USIM5) tem a maior alta nesta terça e CVC (CVCB3), a baixa

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.

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A maior alta do Ibovespa nesta terça-feira (16) ficou com a Usiminas (USIM5) com 8,54% para R$ 18,54 após a recuperação do minério de ferro, que disparou 3,3% no pregão asiático depois de três dias de perdas.

A maior queda do dia foi da CVC (CVCB3) com -7,45% para R$ 17,50, devolvendo os ganhos recentes.

Além disso, a Equitas Administração de Fundos de Investimentos, acionista relevante da companhia de turismo, vendeu ações ON da empresa, ficando com 4,14% do total.

As aéreas também acompanharam o declínio: Azul (AZUL4), -5,88%; Gol (GOLL4), -6,11%.

Cautela sobre pandemia e Copom

Na expectativa do Copom e do Fed, que ocorre na quarta-feira (16), os mercados operaram voláteis, diante da persistente alta dos rendimentos do Tesouro americano, que voltaram a subir após o leilão de US$ 24 bilhões.

Além disso, o mercado repercute a escolha de Marcelo Queiroga como o novo ministro da Saúde do governo Bolsonaro.

No pano de fundo, o dólar cai 1,10% cotado a R$ 5,58.

A Note-10 anos renovou máxima na altura do fechamento de NY, a 1,61620%, mas as bolsas reduzindo as baixas na reta final.

Dow Jones perdeu 0,39% (32.825,95); o S&P 500, -0,16% (3.962,71); e Nasdaq foi estável, em +0,09% (13.471,57), após operar com ganhos até o início da tarde, com a alta das techs.

Mais lockdowns

No Brasil, doses extras de cautela com a vacinação lenta e mais lockdowns se sobrepuseram a indicadores positivos, como a criação recorde de empregos do Caged em janeiro, 260 mil vagas com carteira assinada.

Com a pequena ajuda de NY na reta final, o Ibovespa recuperou os 114 mil pontos no leilão de ajustes, reduzindo a queda a 0,72% (114.018,78 pontos), mas o giro fraco, de apenas R$ 28,7 bilhões, denota a cautela do investidor.

O estrangeiro retirou mais R$ 396,59 milhões da B3 no dia 12, elevando saída acumulada para R$ 2,143 bilhões em março.

Bancos e Petrobras caem

O Ibovespa foi pressionado pela queda dos bancos, a despeito das apostas de subida da Selic.

Bradesco ON (BBDC3), -1,79%; Bradesco PN (BBDC4), -1,66%; Itaú (ITUB4), -2,15%.

Também Petrobras pesou sobre o índice, com a ON (PETR3) recuando 1,68% (R$ 22,87) e PN (PETR4), a -1,48% (R$ 23,30), na esteira da terceira sessão de baixa da commodity nos mercados internacionais.

CSN (CSNA3) avançou 3,10%; Vale (VALE3), entretanto, virou para -0,57%.