Bolsa: Sul América (SULA11) tem a maior alta nesta terça-feira e Bradesco (BBDC3), a baixa

Karin Barros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

A maior alta do Ibovespa nesta terça-feira (6) foi da Sul América (SULA11) com 4,26% para R$ 34,92.

No radar das seguradoras, está o cenário de alta de juros, após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçar a avaliação de um aumento mais rápido da Selic no início do ciclo de normalização monetária.

A alta de juros acaba impactando positivamente as ações de algumas seguradoras.

Isso porque, além da receita operacional que vem da venda de seguros, elas têm como outra fonte relevante de receita as aplicações feitas no mercado financeiro.

Como uma grande parte dessas aplicações são em renda fixa com rendimentos atrelados à Selic, uma alta na taxa básica de juros leva a maiores retornos sobre o capital investido.

Já a maior queda ficou com o Bradesco (BBDC3) com -2% para R$ 22,50.

Os bancos foram os papéis que melhor reproduziram o impasse fiscal que não sai do radar.

Também caíram BB ON (BBAS3), -1,20%, Itaú (ITUB4), -1,17% (R$ 27,13), e Santander unit (SANB11), -1,05%.

Estabilidade na bolsa

O otimismo demonstrado pelo Ibovespa no melhor momento do dia, quando reconquistou os 118 mil pontos (118.212), ficou na promessa, porque o índice à vista foi perdendo fôlego junto com NY ao longo da tarde de terça, para fechar estável (-0,02%), a 117.498,87 pontos, com giro de quase R$ 25 bilhões.

O suspense em torno do Orçamento não foi esgotado, sem qualquer confirmação oficial das notícias de bastidores de que a peça orçamentária pode ser vetada parcialmente.

Petrobras e siderúrgicas

Petrobras desperdiçou a alta do petróleo. PN PETR4 fechou estável (-0,08%), a R$ 24,02, e ON PETR3 recuou 0,75%, para R$ 23,69.

Vale ON VALE3 corrigiu a máxima histórica da véspera e caiu 1,30%, a R$ 102,05.

Já as siderúrgicas brilharam (Usiminas PNA USIM5, +3,46%, CSN ON CSNA3, +3,63%, e Gerdau PN GGBR4, +2,38%), na cola do minério de ferro (+1,4%).