Bolsa sobe 0,59%, em linha com os índices em Nova York

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores subiu 0,59% nesta quinta-feira (8), acompanhando a alta dos índices em Nova York. O Ibovespa encerrou o pregão com 118.313,23 pontos – é o maior patamar desde 19 de fevereiro.

Apesar do Orçamento 2021 ainda estar na pauta das discussões do mercado financeiro e em Brasília, os investidores parecem confiantes de que o Legislativo e Executivo federais vão chegar a um acordo. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem até o dia 22 de abril para assinar a peça, com vetos ou não.

Mas deve fazer antes, por acordo. E com vetos, testando o humor dos parlamentares, que terão, assim, suas emendas não disponibilizadas pela sanção presidencial. O impasse é que há mais de R$ 30 bilhões acima do tão querido e inviolável Teto de Gastos, sem que o texto aprovado pelo Congresso trouxesse meios reais de compensar o gasto a mais.

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É um tanto baseado na confiança de que o acordo vai acontecer é que a bolsa brasileira conseguiu se manter com tranquilidade no positivo.

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 117.486,01 pontos (-0,12%); e na máxima, 118.849,75 pontos (+1,04%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 29,309 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (5): +1,97% (117.518,44 pontos)
  • terça-feira (6): -0,02% (117.498,87 pontos)
  • quarta-feira (7): +0,11% (117.623,58 pontos)
  • quinta-feira (8): +0,59% (118.313,23 pontos)
  • semana: +2,65%
  • abril: +1,44%
  • 2021: -0,58%

Dólar

O dólar despencou nesta quinta. A moeda norte-americana caiu 1,23%, valendo R$ 5,5742.

  • segunda-feira (5): -0,62% a R$ 5,6798
  • terça-feira (6): -1,41% a R$ 5,5998
  • quarta-feira (7): +0,78% a R$ 5,6434
  • quinta-feira (8): -1,23% a R$ 5,5742
  • semana : -2,48% a R$ 5,5742

Euro

  • segunda-feira (5): -0,36% a R$ 6,6888
  • terça-feira (6): -0,75% a R$ 6,6386
  • quarta-feira (7): +0,66% a R$ 6,6823
  • quinta-feira (8): +0,66% a R$ 6,6823
  • semana: -0,45% a R$ 6,6823

Criptomoedas*

    • Bitcoin: +3,51% a R$ 322.659,22
    • Ethereum: +5,45% a R$ 11.528,67
    • Binance: +13,68% a R$ 2.338,24

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Os pedidos iniciais de seguro-desemprego totalizaram 744 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 3 de abril. Os números foram divulgados hoje pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de seguro-desemprego subiu inesperadamente na semana passada. Entretanto, o aumento provavelmente minimiza a rápida melhora das condições do mercado de trabalho conforme mais partes da economia reabrem e o estímulo fiscal faz efeito.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 680 mil pedidos na última semana.

Mesmo assim, os índices em Nova York subiram, com o S&P 500 renovando a máxima histórica durante o dia.

“O salto nos pedidos de auxílio-desemprego é decepcionante, mas não muda nossa visão de que os próximos meses verão enormes ganhos de empregos à medida que a economia continua a se reabrir”, disse Jeff Buchbinder à CNBC. Ele é estrategista de ações da LPL Financial. “Na verdade, não nos chocaria ver o retorno do emprego se aproximar dos níveis pré-pandêmicos no final deste ano”, projetou.

O presidente do Federal Reverse, Jerome Powell, sinalizou que a recuperação econômica da pandemia ainda tem espaço para avançar, já que a recuperação até agora não foi bem equilibrada. Ela continua desigual e incompleta.

Powell também repetiu que não se espera que a inflação se torne um problema, embora sejam prováveis ​​pressões sobre os preços no curto prazo.

“Não achamos que seja o resultado mais provável, mas temos as ferramentas para lidar com esse resultado. Vamos usá-los para orientar a inflação de volta para 2%, se necessário. No caso mais provável, este período mostrará preços temporariamente mais altos, mas não uma inflação persistente”, disse Powell.

Na Europa, a pandemia segue apresentando muitos problemas em seu combate. Agora, foi a vez de Portugal anunciar a proibição para menores de 60 anos do imunizante da AstraZeneca/Universidade de Oxford, devido ao problema até agora raro de coágulos no sangue.

Na Alemanha, porém, houve um certo alívio com a resposta da da Indústria, que viu um aquecimento acima do esperado da demanda doméstica.

Nova York

  • S&P: +0,42%
  • Nasdaq: +1,03%
  • Dow Jones: +0,17%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,53%
  • DAX (Alemanha): +0,17%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,83%
  • CAC (França): +0,57%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,47%
  • FTSE MIB (Itália): -0,66%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): +0,08%
  • SZSE Component (China): +0,08%
  • China A50 (China): +0,44%
  • DJ Shanghai (China): +0,16%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +1,53%
  • SET (Tailândia): +0,15%
  • Nikkei (Japão): -0,07%
  • ASX 200 (Austrália): +1,02%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,19%

Brasil: ambiente político e econômico

“A taxa de câmbio está mais elevada. Provavelmente deveria estar em torno de R$ 4,50 agora, houve um ‘overshoot’. Mas estamos avançando nas reformas fundamentais. Assim que o Brasil voltar a crescer, formos para a vacinação em massa, e em três ou quatro meses… provavelmente o câmbio (dólar) vai cair”, disse Guedes, durante videoconferência promovida pela Brazilian-American Chamber of Commerce, conforme relatado pela Reuters.

A agência de notícias ainda lembra que em 2021, o dólar subiu 7,8%, fazendo do real a terceira mais desvalorizada globalmente. O dólar só sobe mais no ano contra o peso argentino e a lira turca, que há mês enfrentou problemas internos, com a terceira troca do presidente do banco central turco.

Na questão do Orçamento 2021, Guedes quer ajuda do Congresso para que o Orçamento de 2021 seja reajustado. Caso contrário, prevê problemas legais.

Segundo o Ministro da Economia, o atual texto aprovado pela Casa não pode ser executado. Ele vem sendo chamado de “peça de ficção” por analistas econômicos e, por conta disso, Guedes espera que acordos políticos firmados entre governo e Congresso se encaixem no Orçamento.

A peça aprovada atualmente subestima despesas obrigatórias para destinar mais recursos a emendas parlamentares, ou seja, para obras indicadas por deputados e senadores. Isso, segundo os economistas, “coloca em risco a execução dos gastos básicos do governo até o fim do ano”.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou esperar que o acordo com o governo que permitiu a aprovação do Orçamento Geral da União deste ano seja cumprido. “Todos os acordos têm que ser honrados, de parte a parte”, disse.

A proposta foi aprovada em 25 de março, após acordo chancelado pelo líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem até o dia 22 de abril para sancioná-la ou não. O texto causa polêmica devido a cortes feitos em despesas obrigatórias e é alvo de negociação entre Executivo e Legislativo.

Lira já declarou que a ofensiva do Executivo contra o texto, especialmente de Paulo Guedes, é “terrorismo” e que “tecnicamente o Orçamento não tem problema. Absolutamente. Nem para o presidente, nem para os órgãos que dele precisam para fazer política pública a se desenvolver no ano de 2021”.

Passando para os dados, o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 5,8 pontos em março. Com atuais 77,1 pontos, é o menor nível desde agosto de 2020 (74,8 pontos). Conforme os resultados, em médias móveis trimestrais, o IAEmp cedeu 2,8 pontos, para 81,2 pontos.

“Em março, o IAEmp manteve sua trajetória de queda de forma mais intensa. Essa tendência de piora dos indicadores de mercado de trabalho em 2021 são justificadas pelo agravamento do quadro da pandemia e as consequentes medidas restritivas. O retorno para um caminho de recuperação ainda depende da velocidade do programa de vacinação e da melhora da atividade econômica”, afirma Rodolpho Tobler, economista da FGV.

Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os trabalhadores por conta própria foram os que tiveram maior queda de renda em 2020, devido à pandemia.

Eles receberam apenas 76% da renda habitual no segundo trimestre de 2020. No quarto trimestre, atingiram 90%.

O Brasil não parece interessante para os daqui, nem para os de fora. O interesse do investidor estrangeiro pelo mercado brasileiro é o menor em mais de 20 anos, conforme o índice MSCI Emerging Markets, um dos principais referenciais internacionais para investidores.

A participação do Brasil no índice caiu para apenas 4,27% em fevereiro, a menor da série histórica desde janeiro de 2000.

Para efeito de comparação, logo após a crise financeira de 2008, quando o Brasil passou a ser um dos preferidos dos emergentes pelos investidores globais, o país chegou a ter 17% do MSCI EM.

Bolsa: ações

Das 81 ações negociadas na bolsa, 50 subiram, 1 ficou estável (CVCB3) e as outras 30 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 104,50 (-0,06%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 23,70 (-1,25%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 21,85 (+8,28%)
  • B3 (B3SA3): R$ 55,85 (+1,64%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 25,24 (-0,32%)

Maiores altas

  • Embraer (EMBR3): R$ 16,08 (+8,80%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 21,85 (+8,28%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 31,00 (+6,46%)
  • Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 34,83 (+5,42%)
  • Via Varejo (VVAR3): R$ 12,92 (+4,96%)

Maiores baixas

  • Multiplan (MULT3): R$ 23,38 (-2,54%)
  • Hapvida (HAPV3): R$ 14,88 (-2,23%)
  • Petrobras (PETR3): R$ 23,40 (-1,68%)
  • Lojas Renner (LREN3): R$ 42,43 (-1,62%)
  • SulAmérica (SULA11): R$ 34,24 (-1,52%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,55% (50.990,64 pontos)
  • IBrX 50: +0,46% (19.786,12 pontos)
  • IBrA: +0,52% (4.784,39 pontos)
  • SMLL: +1,32% (2.895,49 pontos)
  • IFIX: -0,02% (2.842,59 pontos)
  • BDRX: -0,47% (13.400,99 pontos)

Commodities

  • Brent (para junho): US$ 63,20 (+0,06%)
  • WTI (para maio): US$ 59,60 (-0,28%)
  • Ouro (junho): US$ 1.758,20 (+0,95%)

Com Wisir Research, BDM e CNBC