Bolsa sobe 0,45%, após substitutivo da reforma tributária e dados do varejo

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Arte / EQI

A bolsa de valores conseguiu uma boa recuperação nesta terça-feira (13): ganhou 0,45% e fechou com 128.167,74 pontos, descolando-se da melancolia em Wall Street, que viu principais índices no vermelho, após um dia decepcionante.

Assim como Nova York, os negócios em São Paulo começaram descendo, com humor amargo. Isso porque foram divulgados os dados da inflação nos Estados Unidos, acelerando acima da projeção e frustrando a ideia de uma inflação “provisória”, como prega o Federal Reserve; e do setor de serviços no Brasil, que avançou, mas abaixo das expectativas.

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Foi dia também de vetos do Executivo ao projeto da privatização da Eletrobras (ELET3 ELET6) e de uma reforma tributária abrindo passagem para o entendimento e possível aprovação em agosto.

Em julho já não há mais tempo hábil. O recesso parlamentar começa nesta sexta-feira (16).

Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 126.441,10 pontos (-0,90%); e na máxima, 128.420,39 pontos (+0,65%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 24,800 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (12): +1,73% (127.593,83 pontos)
  • terça-feira (13): +0,45% (128.167,74 pontos)
  • semana: +2,18%
  • julho: +1,08%
  • 2021: +7,68%

Juros

  • D1F22: +0,26% para 5,83%
  • D1F23: +0,55% para 7,38%
  • D1F24: +0,25% para 8,06%
  • D1F25: +0,24% para 8,40%
  • D1F26: +0,23% para 8,61%
  • D1F27: +0,34% para 8,81%
  • D1F28: -0,78% para 9,00%
  • D1F29: +0,55% para 9,09%
  • D1F30: +1,65% para 9,25%
  • D1F31: +0,97% para 9,34%

Dólar

O dólar voltou a subir, depois da queda forte do dia anterior. A moeda norte-americana ganhou 0,13% e passou a valer R$ 5,1809.

  • segunda-feira (12): -1,25% a R$ 5,1740
  • terça-feira (13): +0,13% a R$ 5,1809
  • semana : -1,12% a R$ 5,1809

Euro

  • segunda-feira (12): -1,73% a R$ 6,1347
  • terça-feira (13): -0,62% a R$ 6,0967
  • semana: -2,35% a R$ 6,0967

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +0,67% a R$ 167.561,69
  • Ethereum: -2,69% a R$ 10.019,16
  • Tether: +1,83% a R$ 5,18
  • Cardano: -1,41% a R$ 6,52
  • Binance: +0,58% a R$ 1.592,00

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Wall Street ficou de mau humor nesta terça, depois que os investidores se depararam com os dados da inflação do país.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC ou CPI na sigla em inglês) dos EUA, contrariou as expectativas e acelerou 0,9% em junho. O mercado projetava recuo de 0,6% para 0,5%.

Na amplitude anual, o avanço é de 5,4% – também acima da projeção de 4,9%. O núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, também subiu 0,9% (o consenso era 0,4%).

É o maior aumento em quase 13 anos, informou o governo norte-americano.

A aceleração se opõe aos argumentos de parte do Federal Reserve (Fed), que segue com o discurso de que a inflação é transitória e que defende mais estímulos à economia, com redução das recompras de títulos e aumentos dos juros só mais adiante.

O banco central americano, atualmente, se divide entre os que querem aumentos de juros apenas em 2023 e os que acham que ele deve vir antes, já em 2022.

Jerome Powell, presidente de Fed, espera que a inflação retorne à meta de 2% no médio prazo. Enquanto isso, a entidade espera que a inflação fique acima de 2%.

A presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, disse à CNBC que acredita que a inflação recente é temporária, reforçando a expectativa do próprio Fed. Daly também disse que a forte recuperação econômica pode permitir que o banco central reduza suas compras de ativos até o final de 2021 ou no início de 2022.

Na Europa, não houve muita movimentação, com os principais mercados fechando perto da estabilidade. Os investidores estavam esperando o índice inflacionário norte-americano, de modo que a quarta-feira pode mostrar melhor como os dados foram digeridos.

Já nos mercados da Ásia-Pacífico, tudo azul, com a China, que divulgou que suas exportações cresceram em um ritmo muito mais rápido do que o esperado em junho, à medida que a sólida demanda global liderada pela flexibilização das medidas restritivas mundo afora, além da vacinação, melhora.

O crescimento das importações também superou as expectativas, embora o ritmo tenha diminuído em relação a maio, com os valores impulsionados pela alta nos preços das matérias-primas.

Graças aos esforços de Pequim em conter a pandemia mais cedo do que seus parceiros comerciais, o maior exportador mundial conseguiu uma recuperação econômica sólida. As exportações em dólares cresceram 32,2% em junho em relação ao ano anterior, ante crescimento de 27,9% em maio. Os analistas ouvidos pela Reuters previam um aumento de 23,1%.

Nova York

  • S&P: -0,35%
  • Nasdaq: -0,38%
  • Dow Jones: -0,31%

Europa

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,03%
  • DAX (Alemanha): -0,01%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,01%
  • CAC (França): -0,01%
  • IBEX 35 (Espanha): -1,38%
  • FTSE MIB (Itália): -0,50%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): +0,53%
  • SZSE Component (China): +0,18%
  • China A50 (China): +0,13%
  • DJ Shanghai (China): +0,48%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +1,58%
  • SET (Tailândia): +1,36%
  • Nikkei (Japão): +0,52%
  • ASX 200 (Austrália): -0,02%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,77%

Brasil: ambiente político e econômico

A Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta manhã, apontou crescimento de 1,2% em maio, superando, pela segunda vez, o nível pré-pandemia.

No confronto com igual mês do ano anterior, o volume de serviços teve crescimento de 23% em maio de 2021.

Ainda assim, o resultado veio abaixo da projeção do mercado, que era de alta de 1,3%, ante 0,7% de abril. E segue 11,3% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014. No ano, o setor acumula alta de 7,3% e, nos últimos 12 meses, recua 2,2%.

A Eletrobras (ELET3 ELET6) informou que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) a lei 14.182, decorrente do Projeto de Lei de Conversão PLV 7/2021 e da Medida Provisória 1.031, que trata da privatização da empresa.

Este é o pontapé inicial para a venda das ações do governo federal na companhia.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a MP. Os principais pontos são o trecho que previa que funcionários demitidos da empresa pudessem adquirir ações da Eletrobras com desconto; proibição de extinção de algumas subsidiárias da estatal; obrigação de a empresa realocar a população que esteja na faixa de linhas de transmissão de alta tensão; obrigação de os nomes indicados para diretoria do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) passarem por sabatina no Senado; e o mais sensível, que gerou muitas críticas, a obrigação de o governo aproveitar os funcionários demitidos da empresa por um ano, como forma de deixar o processo de desestatização menos impactante.

Os vetos agora precisam ser discutidos no Congresso.

Ao menos, na reforma tributária, parece que a coisa vai andar. O deputado Celso Sabino (PSDB-PA), relator da reforma tributária, disse que a novo texto, com a alteração do Imposto de Renda, vai reduzir em R$ 30 bilhões a arrecadação federal. Não é pouco dinheiro.

“No cálculo que fechamos ontem, com estudos da Receita Federal, temos uma previsão de redução efetiva da carga tributária de cerca de R$ 30 bilhões”, afirmou.

Mas vai ser mais. O impacto com todas as medidas que reduzem a arrecadação está calculado em R$ 115 bilhões. Já as ações de compensação previstas no texto estão estimadas em cerca de R$ 85 bilhões, criando o rombo. O problemas é que esses R$ 85 bilhões podem ser desidratados.

Um dos pontos que mais impactou o mercado financeiro, especialmente incorporadoras, foi exposto em um tuíte do deputado: “Nosso substitutivo vai manter os fiis desonerados. Além disso, vamos permitir a compensação em operações com ações de diferentes modalidades, por até 3 meses (prejuízos compensando lucros)”.

A proposta original previa a taxação dos FIIs em 15%.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 50 subiram e 34 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 115,75 (+0,59%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 27,90 (+0,61%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,87 (+0,61%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 25,19 (-0,08%)
  • CSN (CSNA3): R$ 47,28 (+1,00%)

Maiores altas

  • Hypera (HYPE3): R$ 36,45 (+6,36%)
  • Hering (HGTX3): R$ 38,54 (+5,56%)
  • JHSF (JHSF3): R$ 7,50 (+3,16%)
  • Multiplan (MULT3): R$ 24,48 (+2,86%)
  • Bradespar (BRAP4): R$ 79,30 (+2,85%)

Maiores baixas

  • Embraer (EMBR3): R$ 19,12 (-2,94%)
  • Cemig (CMIG4): R$ 11,89 (-2,06%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 77,00 (-2,05%)
  • Equatorial (EQTL3): R$ 24,15 (-1,83%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 59,47 (-1,62%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,44% (55.448,32 pontos)
  • IBrX 50: +0,44% (21.623,25 pontos)
  • IBrA: +0,43% (5.221,43 pontos)
  • SMLL: +0,52% (3.140,39 pontos)
  • IFIX: +0,93% (2.823,81 pontos)
  • BDRX: +0,16% (13.423,61 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (setembro)/barril

  • segunda-feira (12): -0,52% (US$ 75,16)
  • terça-feira (13): +1,77% (US$ 76,49)
  • semana: +1,25% (US$ 76,49)

Petróleo WTI (agosto)/barril

  • segunda-feira (12): -0,62% (US$ 74,10)
  • terça-feira (13): +1,55% (US$ 75,25)
  • semana: +0,93% (US$ 74,10)

Ouro (agosto)/onça-troy

  • segunda-feira (12): -0,27% (US$ 1.805,75)
  • terça-feira (13): +0,14% (US$ 1.808,45)
  • semana: -0,13% (US$ 1.808,45)

Prata (setembro)/onça-troy

  • segunda-feira (12): +0,28% (US$ 26,31)
  • terça-feira (13): -0,67% (US$ 26,06)
  • semana: -0,39% (US$ 26,06)

Com Wisir Research, BDM e CNBC

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